
- Copasa (CSMG3) revelou piso de R$ 47,23 por ação
- Propostas de Equatorial e consórcio da Aegea ficaram abaixo do mínimo
- Governo abrirá nova rodada para investidores estratégicos
A Copasa (CSMG3) virou novamente o centro das atenções após o Governo de Minas Gerais revelar o preço mínimo desejado para a privatização da companhia.
O valor, que era mantido em sigilo, foi fixado em R$ 47,23 por ação.
Governo tenta destravar privatização
A decisão aconteceu após as propostas apresentadas pela Equatorial e pelo consórcio ligado à Aegea, formado por Itaúsa, GIC e Equipav, ficarem abaixo do piso estabelecido pelo governo mineiro.
Segundo fontes ouvidas pelo Brazil Journal, os valores ofertados ficaram “muito próximos” do mínimo exigido.
Agora, o governo abrirá uma nova rodada para investidores estratégicos interessados na operação.
Ação caiu forte após impasse
A indefinição em torno da privatização pressionou os papéis da Copasa no mercado.
Na quarta-feira, as ações chegaram a cair cerca de 7% durante o pregão.
O piso divulgado representa desconto de aproximadamente 7% sobre o fechamento anterior e cerca de 20% abaixo da máxima histórica registrada em abril.
Mercado teme privatização sem âncora
Pelas regras anteriores, o governo ainda poderia seguir com uma oferta pulverizada em Bolsa, sem um investidor estratégico.
Mesmo assim, o mercado avaliou que a ausência de um sócio de referência poderia dificultar a transição da companhia para o modelo privado.
Além disso, investidores consideram essencial a presença de um âncora para sustentar o plano bilionário de investimentos da estatal nos próximos anos.
Investidor terá lock-up longo
O futuro investidor estratégico deverá adquirir 30% da companhia.
O modelo também prevê lock-up integral das ações por quatro anos e restrição parcial até 2033 ou até a universalização dos serviços.
O processo é coordenado por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB.