
- Copasa (CSMG3) caiu após anúncio da Equatorial como investidora de referência
- Oferta prevê compra de ações a R$ 49,03, abaixo da cotação de mercado
- Analistas continuam vendo potencial de geração de valor com a privatização
A Copasa (CSMG3) registrou forte queda na Bolsa após confirmar a Equatorial (EQTL3) como investidora de referência finalista no processo de privatização da companhia. Embora a operação tenha avançado, o mercado reagiu negativamente ao preço proposto para a aquisição da participação relevante da estatal mineira.
Por volta do meio-dia, as ações da companhia recuavam cerca de 5%, enquanto os investidores avaliavam os detalhes da oferta e os próximos passos do processo.
Preço da oferta ficou abaixo da cotação
A Equatorial (EQTL3) apresentou proposta para adquirir uma participação de 30% da Copasa (CSMG3) ao preço de R$ 49,03 por ação.
Apesar de o valor superar o preço mínimo exigido de R$ 47,23, ele ficou significativamente abaixo da cotação de mercado, que encerrou o pregão anterior em R$ 59 por ação.
Além disso, a Equatorial foi a única interessada na posição de investidor de referência, fator que também contribuiu para a leitura mais cautelosa do mercado em relação à precificação da operação.
Analistas seguem otimistas com a privatização
Mesmo com a reação negativa de curto prazo, bancos e corretoras continuam enxergando potencial de geração de valor na operação.
O Morgan Stanley avalia que a privatização pode melhorar a eficiência operacional da companhia sob a gestão da Equatorial. Enquanto isso, o Bradesco BBI considera a aquisição positiva para a Equatorial, destacando o histórico de execução da empresa e o potencial de retorno atrativo do investimento.
Além disso, a tese inclui redução de custos, ampliação dos investimentos e contratos de longo prazo, fatores que podem fortalecer os resultados da companhia nos próximos anos.
Mercado acompanha próximas etapas
Agora, as atenções se voltam para o processo de bookbuilding, que definirá o preço final da oferta e a distribuição das ações.
Segundo o cronograma divulgado, o período de reserva começou nesta quinta-feira, enquanto a definição do preço ocorrerá em 11 de junho. A liquidação financeira está prevista para 16 de junho.
Caso a privatização seja concluída, analistas avaliam que ainda existe espaço para valorização adicional da Copasa (CSMG3), embora os riscos regulatórios e políticos continuem no radar dos investidores.