Ações subiram

Copasa (CSMG3) dispara após revisão tarifária e privatização ganha força na Bolsa

Definição regulatória para 2026 anima mercado e impulsiona ações da companhia.

copasa 3t21 resultado
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  • CSMG3 sobe 2,56% após revisão tarifária positiva
  • Privatização prevista para 2026 ganha relevância no preço da ação
  • Novo capex de R$ 21 bilhões supera expectativas

As ações da Copasa (CSMG3) fecharam em alta após a divulgação dos números finais da revisão tarifária que valerá a partir de 2026. O movimento reforçou a percepção de melhora estrutural nos resultados da companhia.

Durante o pregão, os papéis chegaram a subir quase 4%, mas perderam força ao longo da tarde. Ainda assim, a ação encerrou o dia com valorização de 2,56%, cotada a R$ 43,97.

Revisão tarifária destrava valor

A agência reguladora de Minas Gerais concluiu o processo de renegociação tarifária da Copasa, trazendo maior previsibilidade para o ciclo regulatório. Além disso, o mercado avaliou o desfecho como positivo para a geração de caixa futura.

Um dos principais avanços foi a mudança na metodologia do WACC, que passou a considerar remuneração regulatória bruta de impostos. Com isso, a companhia consegue capturar ganhos fiscais ligados ao JCP, elevando a eficiência do capital.

Assim, analistas enxergam sustentação para a criação de valor ao longo do próximo ciclo tarifário. Portanto, o anúncio funcionou como gatilho para a alta das ações.

Capex acima do esperado reforça tese

Além da revisão tarifária, a Copasa (CSMG3) apresentou um novo plano plurianual de investimentos. O capex previsto para o período de 2026 a 2030 soma R$ 21 bilhões.

Esse volume ficou acima das expectativas do mercado. Com isso, a companhia sinaliza foco em expansão, modernização e cumprimento de metas regulatórias.

Por outro lado, o aumento do investimento também amplia a visibilidade sobre crescimento operacional. Assim, o mercado passou a precificar um potencial adicional de valorização dos papéis.

Privatização entra no radar

O avanço regulatório ocorre em um momento estratégico para a companhia. Além disso, a privatização segue no radar dos investidores para 2026.

A expectativa é de venda de uma participação relevante pelo governo estadual, mantendo uma fatia minoritária. Com isso, a revisão tarifária funciona como etapa-chave para maximizar o valor da empresa antes do processo.

Enquanto isso, a possível assinatura de novos acordos de concessão é vista como fator de redução de risco. Portanto, o cenário reforça o interesse do mercado pela ação.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.