Otimismo

Copasa (CSMG3) ganha recomendação de compra do BBI; privatização pode turbinar dividendos

Banco vê entrada da Equatorial como gatilho para acelerar eficiência, aumentar lucros e impulsionar retorno aos acionistas.

Copasa (CSMG3) ganha recomendação de compra do BBI; privatização pode turbinar dividendos
  • Copasa (CSMG3): BBI elevou recomendação para compra
  • Entrada da Equatorial (EQTL3) é vista como gatilho para ganhos de eficiência
  • Banco projeta dividendos maiores e preço-alvo de R$ 73 até 2026

A Copasa (CSMG3) recebeu uma recomendação mais otimista do Bradesco BBI, que elevou a classificação da ação para compra (outperform) após a conclusão da privatização da companhia e a entrada da Equatorial (EQTL3) como acionista relevante.

Para os analistas, a nova estrutura de controle abre espaço para ganhos operacionais, crescimento dos lucros e aumento expressivo da distribuição de dividendos nos próximos anos.

Equatorial entra no radar como principal catalisador

O BBI destaca que a aquisição de cerca de 30% da companhia pela Equatorial (EQTL3) pode acelerar a transformação operacional da estatal mineira.

Segundo o banco, a experiência da Equatorial em processos de eficiência e reestruturação pode contribuir para melhorar a gestão da empresa e a alocação de capital.

A expectativa é que esse movimento impulsione o crescimento do lucro por ação ao longo da próxima década.

Dividendos podem ganhar força após privatização

Outro destaque da análise é o potencial de remuneração aos acionistas.

O banco projeta que a Copasa (CSMG3) poderá elevar seu payout para patamares superiores a 75% a partir de 2027, ampliando significativamente o fluxo de dividendos.

Além disso, os analistas estimam a possibilidade de um pagamento extraordinário de pelo menos R$ 2,1 bilhões em 2027, elevando o retorno total aos investidores.

BBI vê potencial de valorização

O Bradesco BBI estabeleceu preço-alvo de R$ 73 por ação para o fim de 2026.

A instituição também projeta redução de cerca de 40% nas despesas operacionais ao longo dos próximos quatro anos, além de ganhos decorrentes da expansão dos investimentos para cumprir as metas de universalização do saneamento em Minas Gerais.

Na visão do banco, o setor de saneamento brasileiro vive um momento semelhante ao observado pelas distribuidoras de energia anos atrás, com espaço para consolidação, eficiência operacional e criação de valor.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.