
- Copasa (CSMG3) tem licitação de R$ 1 bilhão suspensa pelo TCE-MG por possíveis irregularidades
- Tribunal aponta falhas técnicas, riscos econômicos e possíveis problemas no edital
- Especialistas consideram a obra de saneamento relevante, e ela ocorre em meio ao debate sobre a privatização da companhia
A Copasa (CSMG3) teve suspensa uma licitação internacional estimada em cerca de R$ 1 bilhão para construção de uma estação de tratamento de esgoto na região metropolitana de Belo Horizonte.
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais tomou a decisão após analisar possíveis irregularidades no processo conduzido pela estatal de saneamento.
TCE aponta falhas técnicas e risco à economicidade
Segundo o tribunal, há indícios de problemas na condução da licitação, incluindo possível favorecimento na divulgação de recursos administrativos.
Além disso, a equipe de análise identificou que a proposta vencedora suprimiu etapas previstas no edital e não comprovou integralmente a experiência exigida.
Também surgiram dúvidas sobre a aderência da proposta às normas técnicas e ambientais vigentes.
Estrutura do contrato levanta questionamentos
A licitação previa um modelo integrado, incluindo projeto, obra, operação e manutenção da estação de tratamento.
Ademais, o julgamento era baseado no menor custo total, o que, segundo o TCE, pode ter gerado distorções na análise econômica.
Portanto, o órgão também levantou suspeitas de subestimação de custos operacionais ao longo do contrato.
Obra representa peso relevante para a Copasa
O conselheiro relator destacou que o projeto de R$ 1 bilhão equivale a cerca de 10% do valor de mercado da Copasa, o que reforça sua relevância financeira.
Além disso, o TCE questionou o momento do investimento, já que o governo estadual avalia a privatização da companhia.
Por fim, em resposta a Copasa afirmou que vai prestar esclarecimentos e defendeu a legalidade do processo.