
- Tokens menores registram perdas severas; sentimento do mercado permanece defensivo.
- Bitcoin apagou os ganhos de 2025 e caiu abaixo de US$ 93.714.
- ETFs e saídas institucionais reduziram suporte, enquanto liquidações alavancadas amplificaram a queda.
O Bitcoin perdeu todo o ganho acumulado em 2025, recuando a níveis abaixo do fechamento de 2024. US$ 126.251, máxima histórica de outubro, já ficou no passado.
Além disso, os ETFs perderam força nas últimas semanas. Como resultado, saiu do mercado um fluxo institucional que vinha sustentando o preço.
Institucionais recuam e volume evapora
O movimento começou quando grandes compradores reduziram posições. ETFs que haviam aportado bilhões agora viram saídas discretas.
Por isso o suporte de demanda ficou mais fraco. Consequentemente, o preço ficou mais vulnerável a vendas técnicas.
Além disso, a tomada de lucro por players de longo prazo acelerou a correção. Em seguida, ocorreram liquidações de posições alavancadas. Assim, as quedas se intensificaram em momentos de baixa liquidez.
Sinais no mercado real e empresas expostas
A Strategy Inc., conhecida pela grande posição em BTC, viu suas ações cair próximo ao valor do próprio estoque. Isso mostra perda de prêmio pelo modelo corporativo altamente alavancado.
Por outro lado, outros acúmulos corporativos também perderam força.
Além disso, tokens menores sofrem de modo mais severo. Um índice que acompanha a metade inferior dos 100 maiores criptoativos acumula queda perto de 60% no ano. Logo, a crise é ampla e não se limita ao Bitcoin.
Sentimento vira cautela e demanda por proteção cresce
O apetite por risco global encolheu após ruídos sobre tarifas e incertezas macro. Assim, investidores reequilibraram carteiras. Muitos preferem proteger capital a manter exposição em cripto.
Ainda assim, alguns analistas apontam que a reversão pode gerar oportunidades de compra no médio prazo.
Contudo, a recuperação depende do retorno de fluxos institucionais e de maior liquidez. Portanto, o cenário segue arriscado no curto prazo.