Pressão no aço

CSN (CSNA3) entra no radar negativo: Morgan Stanley corta preço-alvo e mantém recomendação de venda

Banco vê risco elevado com alavancagem, ciclo do aço pressionado e cenário desafiador em 2026.

Foto: Reprodução/Bloomberg
Foto: Reprodução/Bloomberg
  • Preço-alvo cai de R$ 8 para R$ 5,60
  • Alta alavancagem pressiona tese da companhia
  • Importações de aço devem limitar margens em 2026

O Morgan Stanley manteve recomendação de venda para CSN (CSNA3) e reduziu o preço-alvo de R$ 8 para R$ 5,60 para o fim de 2026.

A revisão incorpora mudanças nas estimativas de commodities e ajustes ao cenário atual da companhia.

Pressão no cenário

O banco avalia que o negócio da CSN segue exposto a um ambiente cíclico. Nesse sentido, a combinação de alta alavancagem e forte necessidade de investimentos aumenta o risco.

Além disso, o cenário de commodities traz incertezas. Com isso, o perfil de risco-retorno se torna menos atrativo.

Essa leitura sustenta a recomendação negativa.

Aço deve seguir pressionado

Para 2026, o banco projeta importações elevadas de aço. Como resultado, os preços domésticos tendem a ficar pressionados.

Ao mesmo tempo, esse movimento pode limitar a rentabilidade da companhia. Portanto, o cenário operacional segue desafiador.

Esse fator pesa diretamente nas projeções do banco.

Revisões financeiras

O Morgan Stanley elevou o WACC de 10,5% para 10,9%, refletindo o novo ambiente de mercado.

Além disso, a análise considera uma dívida líquida mais elevada, acima do esperado no fim de 2025.

Mesmo com decisões favoráveis de anti-dumping, o banco entende que o preço atual já incorpora esses efeitos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.