Ambiente desafiador

Dexco (DXCO3) vira para prejuízo no 4º tri e números revelam pressão inesperada no balanço

Resultado negativo surpreende após lucro no ano anterior, enquanto custos e juros elevados pesam no desempenho da companhia.

DEXCO GDI
DEXCO GDI
  • Dexco (DXCO3) registrou prejuízo de R$ 48,3 milhões no 4º trimestre, revertendo lucro do ano anterior
  • Lucro recorrente foi de R$ 36,4 milhões, após excluir efeitos extraordinários
  • Despesa financeira subiu 42%, pressionada por juros altos e endividamento

A Dexco (DXCO3) registrou prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 22,3 milhões obtido no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete um ambiente mais desafiador para a companhia, dona das marcas Deca, Duratex, Portinari e Hydra.

Ainda assim, quando exclui efeitos considerados extraordinários, o cenário muda. A empresa reportou lucro líquido recorrente de R$ 36,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 83,6 milhões registrado na mesma base de comparação anual.

Impactos extraordinários pressionam resultado

O resultado contábil foi impactado por R$ 84,7 milhões em eventos extraordinários. Entre eles, destaque para impairments na divisão de Revestimentos Cerâmicos, área que passa por processo de reestruturação.

Além disso, custos operacionais não recorrentes também afetaram o desempenho. Por outro lado, parte desses impactos foi compensada por ganhos com venda de imóveis não operacionais e créditos fiscais reconhecidos no período.

Outro fator relevante veio da valorização de R$ 207,1 milhões do estoque de florestas, impulsionada pela dinâmica de preços da madeira usada na produção de painéis.

Receita cresce, mas custos e juros avançam

A receita líquida da Dexco (DXCO3) somou R$ 2,01 bilhões, crescimento de 1,6% na comparação anual. Entretanto, o cenário competitivo pressionou preços e volumes, levando a queda nos embarques em todas as divisões.

O Ebitda foi de R$ 448,2 milhões, queda de 5,7%, enquanto a margem Ebitda recuou para 21,4%. Já o Ebitda ajustado recorrente avançou 12%, para R$ 416,4 milhões, com melhora de margem.

Mesmo assim, o resultado financeiro negativo de R$ 222,5 milhões, alta de 42,4%, refletiu o impacto de juros elevados e nível de endividamento mais alto, pressionando o lucro final.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.