
- Diesel da Petrobras (PETR4) está 35% abaixo do preço internacional
- Goldman Sachs vê reajuste possível nos próximos dias ou semanas
- Defasagem pode reduzir importações e pressionar o abastecimento
O diesel vendido pela Petrobras (PETR4) está cerca de 35% abaixo da paridade internacional, segundo cálculos citados pelo Goldman Sachs.
Esse desconto é o maior desde pelo menos 2022, em meio à disparada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
Banco vê aumento de preços próximo
Na avaliação do Goldman Sachs, caso o preço internacional permaneça elevado, um reajuste no diesel pode ocorrer nos próximos dias ou semanas.
O banco lembra que, desde 2023, a Petrobras tem evitado repassar imediatamente a volatilidade internacional aos preços domésticos.
Mesmo assim, historicamente a companhia costuma ajustar os preços quando o desconto frente ao mercado externo se torna elevado.
Defasagem pode afetar abastecimento
Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, enquanto 75% vem das refinarias nacionais.
Se o preço interno permanecer muito abaixo do internacional, importadores podem reduzir as compras por falta de rentabilidade.
Esse cenário pode gerar risco de oferta e pressionar a Petrobras (PETR4) a reajustar os combustíveis.