Combustíveis no Brasil

Diesel da Petrobras (PETR4) está 35% abaixo do preço global e mercado já espera reajuste

Goldman Sachs aponta que diferença recorde pode forçar alta do diesel no Brasil em breve.

amostra de diesel r5 foto michel chedid agencia petrobras
amostra de diesel r5 foto michel chedid agencia petrobras
  • Diesel da Petrobras (PETR4) está 35% abaixo do preço internacional
  • Goldman Sachs vê reajuste possível nos próximos dias ou semanas
  • Defasagem pode reduzir importações e pressionar o abastecimento

O diesel vendido pela Petrobras (PETR4) está cerca de 35% abaixo da paridade internacional, segundo cálculos citados pelo Goldman Sachs.

Esse desconto é o maior desde pelo menos 2022, em meio à disparada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

Banco vê aumento de preços próximo

Na avaliação do Goldman Sachs, caso o preço internacional permaneça elevado, um reajuste no diesel pode ocorrer nos próximos dias ou semanas.

O banco lembra que, desde 2023, a Petrobras tem evitado repassar imediatamente a volatilidade internacional aos preços domésticos.

Mesmo assim, historicamente a companhia costuma ajustar os preços quando o desconto frente ao mercado externo se torna elevado.

Defasagem pode afetar abastecimento

Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, enquanto 75% vem das refinarias nacionais.

Se o preço interno permanecer muito abaixo do internacional, importadores podem reduzir as compras por falta de rentabilidade.

Esse cenário pode gerar risco de oferta e pressionar a Petrobras (PETR4) a reajustar os combustíveis.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.