
- Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) se beneficiam da alta do diesel.
- Margens operacionais atingem níveis acima de R$ 250 por m³.
- Intervenções podem reduzir ganhos no médio prazo.
A alta do diesel impulsionada pelo conflito no Oriente Médio colocou as distribuidoras de combustíveis no centro das atenções. Empresas como Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) já capturam ganhos acima do esperado.
Além disso, o cenário atual favorece margens elevadas e pode impulsionar o retorno ao acionista ao longo de 2026.
Margens disparam e elevam rentabilidade
O indicador de Ebitda por metro cúbico já opera próximo ou acima de R$ 200, com picos entre R$ 250 e R$ 300 em março.
Esse avanço reflete um mercado mais apertado, com menor oferta e maior poder de precificação das distribuidoras.
Assim, as empresas conseguem ampliar o ganho por volume vendido.
Restrição de oferta impulsiona ganhos
A queda nas importações de diesel e a menor atuação de players independentes reforçam o cenário positivo.
Além disso, a defasagem entre preços internos e internacionais desestimula novas entradas de produto no país.
Com isso, distribuidoras consolidadas ganham espaço e aumentam margens.
Caixa pressiona, mas retorno compensa
Apesar do cenário favorável, o aumento dos preços eleva a necessidade de capital de giro, pressionando o caixa no curto prazo.
Ainda assim, o ganho operacional tende a compensar esse efeito, elevando o ROIC das empresas.
Estimativas indicam retorno de até 16,7% para Vibra (VBBR3) e 15,6% para Ultrapar (UGPA3).
Janela pode fechar com intervenção
O governo avalia medidas para estimular importações, como subsídios e isenção de ICMS.
Se avançarem, essas ações podem aumentar a oferta e reduzir as margens das distribuidoras.
Dessa forma, o cenário positivo depende da continuidade do aperto no mercado.