
- PRIO (PRIO3) pode entregar retorno de 11% a 29% em 2026 com petróleo alto
- Petrobras (PETR4) mostra maior resiliência mesmo com Brent a US$ 60
- Dividendos das petroleiras dependem diretamente do preço do petróleo
A alta recente do petróleo acima de US$ 100 por barril voltou a colocar no radar o potencial de dividendos das petroleiras brasileiras. O movimento ocorre após a escalada das tensões no Oriente Médio, que aumentou a volatilidade no mercado de energia.
Nesse cenário, analistas do Itaú BBA avaliam como os preços da commodity podem impactar os pagamentos de Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), duas das principais ações ligadas ao petróleo na bolsa brasileira.
PRIO pode pagar mais dividendos com petróleo alto
Segundo o BBA, a PRIO (PRIO3) pode entregar retorno total entre 11% e 29% em 2026, considerando dividendos e recompra de ações. Esse cenário ganha força caso o Brent permaneça acima de US$ 75 por barril ao longo do ano.
Além disso, a companhia tende a capturar mais rapidamente o impacto de preços elevados do petróleo. Dessa forma, os investidores podem ver um potencial maior de distribuição de capital aos acionistas.
Ainda assim, esse cenário depende da manutenção do petróleo em níveis mais altos, o que aumenta a sensibilidade do papel ao ciclo da commodity.
Petrobras oferece mais previsibilidade
Por outro lado, o BBA destaca que Petrobras (PETR3; PETR4) apresenta maior resiliência em cenários de petróleo mais baixo. Mesmo com o Brent próximo de US$ 60 por barril, o banco estima dividend yield ao redor de 8%.
Além disso, a estatal pode gerar fluxo de caixa suficiente para dividendos extraordinários, especialmente no quarto trimestre de 2026.
Assim, enquanto a PRIO (PRIO3) aparece com maior potencial em cenários de petróleo elevado, a Petrobras (PETR4) continua sendo vista como uma opção mais previsível para investidores focados em renda.