
- Dólar cai para R$ 5,10 e atinge mínima em dois anos
- Fluxo estrangeiro e alívio global pressionam moeda
- Estratégia gradual ganha força em cenário incerto
O dólar recuou para cerca de R$ 5,10, atingindo o menor nível desde maio de 2024. O movimento acompanha o aumento do fluxo estrangeiro para o Brasil e o alívio recente no cenário global.
Ao mesmo tempo, a queda impulsionou o Ibovespa, que renovou máximas, reforçando o ambiente de maior apetite por risco.
O que derrubou o dólar
A trégua no Oriente Médio reduziu tensões internacionais. Nesse contexto, investidores voltaram a buscar mercados emergentes.
Além disso, o Brasil passou a atrair mais capital externo. Como resultado, a entrada de dólares aumentou e pressionou a cotação para baixo.
Em paralelo, o cenário global mais favorável contribuiu para o enfraquecimento da moeda americana.
Ainda pode cair mais?
Apesar da queda recente, o cenário segue incerto. Dessa forma, especialistas evitam cravar uma tendência clara para o câmbio.
Por um lado, o fluxo positivo pode continuar sustentando o real. Por outro, riscos externos e internos podem reverter o movimento.
Nesse ambiente, o dólar tende a seguir volátil, reagindo rapidamente a novas notícias.
O que fazer agora
A principal recomendação é evitar decisões concentradas. Em geral, a estratégia mais usada envolve compras graduais ao longo do tempo.
Além disso, o dólar deve ser visto como instrumento de proteção e diversificação, não apenas como aposta de curto prazo.
Assim, o foco deixa de ser acertar o “fundo” e passa a ser construir posição de forma consistente.