Cãmbio em queda

Dólar despenca e encosta em R$ 5,22 com aposta em acordo no Oriente Médio

Trégua entre EUA e Irã reduz risco global e alivia câmbio no Brasil, enquanto cenário político segue no radar.

Dólar
Reprodução
  • Dólar fecha a R$ 5,22 com queda de 0,65%.
  • Trégua entre EUA e Irã reduz prêmio de risco global.
  • Fluxo negativo e política mantêm volatilidade no radar.

O dólar voltou a cair frente ao real nesta quarta-feira (25), acompanhando a melhora do cenário global. A expectativa de um acordo entre EUA e Irã reduziu o prêmio de risco e favoreceu moedas emergentes.

Além disso, o movimento ocorreu mesmo com sinais mistos no exterior, mostrando força do fluxo local. O mercado segue altamente sensível à geopolítica.

Dólar fecha em queda no Brasil

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,65%, a R$ 5,2209.

No acumulado de 2026, a moeda já registra baixa de 4,88% frente ao real.

Além disso, o dólar futuro também recuou, refletindo o mesmo movimento de alívio.

Durante o pregão, a moeda chegou à mínima de R$ 5,2049, ampliando as perdas.

Trégua global reduz pressão cambial

O principal driver do dia foi a expectativa de acordo no Oriente Médio.

A possibilidade de cessar-fogo diminui o risco de choque no petróleo e na inflação global.

Com isso, investidores aumentam a exposição a ativos de maior risco.

Esse fluxo favorece moedas como o real.

Cenário ainda é volátil

Apesar da queda, o cenário permanece instável.

Autoridades dos EUA e do Irã seguem trocando declarações duras.

Isso mantém a volatilidade elevada no mercado de câmbio.

Assim, qualquer nova escalada pode reverter rapidamente o movimento.

Política e fluxo também influenciam

No Brasil, o noticiário político entrou no radar dos investidores.

Além disso, o fluxo cambial mostrou saída líquida de US$ 4,7 bilhões em março.

Desse modo, esse fator limita uma valorização mais forte do real.

Ainda assim, o cenário externo segue sendo o principal vetor no curto prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.