Câmbio recuando

Dólar hoje recua para R$ 4,91 com alívio global e mercado atento à ata do Copom

Divisa cai mais de 1% com fluxo para risco e expectativa de cortes de juros ainda no radar do BC.

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  • Dólar cai mais de 1% e recua para R$ 4,91 com melhora do apetite global por risco
  • Movimento é influenciado por dados dos EUA e fluxo de carry trade para o Brasil
  • Ata do Copom reforça alerta inflacionário e mantém incerteza sobre próximos cortes da Selic

O dólar caiu mais de 1% nesta terça-feira (5) e se aproximou de R$ 4,90, com melhora do apetite por risco nos mercados globais. O movimento também reflete a leitura da ata mais recente do Copom, que reforçou a atenção do Banco Central para o cenário inflacionário.

Além disso, o dólar mais fraco no exterior contribuiu para a queda. Assim, o real ganhou força em meio ao fluxo positivo para ativos de risco.

Mercado reage a alívio externo e dados dos EUA

A queda do dólar também veio após dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Além disso, sinais de equilíbrio nas vagas em aberto reduziram a pressão sobre o Federal Reserve.

Dessa forma, investidores interpretam o cenário como menos agressivo para juros nos EUA. Ao mesmo tempo, isso favorece moedas emergentes.

O real ainda se beneficia do diferencial elevado de juros. Assim, estratégias de carry trade seguem atraindo fluxo para o Brasil.

Copom reforça alerta inflacionário e mantém incerteza no radar

A ata do Copom destacou que o conflito no Oriente Médio pode gerar efeitos mais duradouros na inflação global. Além disso, o Banco Central citou risco de desancoragem das expectativas.

Dessa forma, o BC passou a monitorar horizontes mais longos de inflação, incluindo 2028. Ao mesmo tempo, o cenário mantém incerteza sobre os próximos passos da Selic.

Apesar disso, o mercado ainda precifica chance de corte de juros em junho. Assim, o cenário de política monetária segue dividido.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.