
- Dólar sobe com aumento da tensão geopolítica
- Mercado reage à prisão de Maduro pelos EUA
- Dados dos EUA seguem determinantes para o câmbio
O dólar abriu em leve alta frente ao real nesta segunda-feira (5), após os Estados Unidos confirmarem a prisão de Nicolás Maduro em uma operação realizada durante a madrugada de sábado.
A valorização acompanha o movimento global da moeda americana, que avançou diante de um ambiente de maior aversão ao risco, provocado pela escalada da tensão geopolítica na América Latina.
Câmbio reage ao cenário externo
Às 9h04, o dólar à vista subia 0,09%, a R$ 5,428. Já o dólar futuro avançava 0,24%, a R$ 5,468, refletindo ajustes de curto prazo no mercado.
Além disso, o Banco Central anunciou leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de fevereiro, o que ajuda a reduzir volatilidade.
Apesar da alta, analistas avaliam que o mercado reage de forma moderada, sem indicar uma tendência mais duradoura no câmbio.
Falas de Trump entram no radar
No domingo, Donald Trump afirmou que pode ordenar novos ataques caso a Venezuela não coopere com os EUA na abertura do setor de petróleo.
O presidente também citou possíveis ações contra Colômbia e México, elevando o nível de incerteza no mercado internacional.
Ainda assim, estrategistas destacam que os dados econômicos dos EUA seguem mais relevantes para o dólar do que o evento geopolítico isolado.
Cenário doméstico pesa menos
No Brasil, o Boletim Focus indicou leve alta na inflação projetada para 2026, de 4,05% para 4,06%.
Por outro lado, a expectativa para o IPCA de 2025 recuou pela oitava semana seguida, passando de 4,32% para 4,31%.
Mesmo assim, o impacto local foi limitado, com o câmbio reagindo principalmente ao exterior.