Cenário câmbial

Dólar surpreende e cai após Copom endurecer tom sobre Selic

Moeda norte-americana recuou a R$ 5,35 com ajuda do exterior e percepção de juros altos por mais tempo.

Dólar
Reprodução
  • Riscos fiscais e políticos seguem como gatilhos capazes de reverter a tendência.
  • Dólar fecha em torno de R$ 5,35 com queda de 0,23% e apoio externo.
  • Copom mantém Selic em 15%, o que sustenta a entrada de capital estrangeiro.

O dólar fechou a quinta-feira em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,3493, registrando leve recuo em relação ao dia anterior.

Investidores reagiram à manutenção da Selic em 15% pelo Copom, leitura que reforça a atratividade do país para o capital estrangeiro.

Copom endurece e sustenta o real

O Copom manteve a postura firme e afirmou que os juros ficarão elevados por período prolongado.

Assim, o diferencial de juros sustentou o fluxo para ativos brasileiros e reforçou o carry trade.

Em consequência, o real ganhou suporte no curto prazo, mas segue sensível a ruídos políticos e fiscais.

Exterior e commodities ajudam a puxar o câmbio

No exterior, o dólar perdeu força frente a pares como o peso mexicano e o peso chileno.

Além disso, a perspectiva de cortes nos EUA em 2026 e a alta de commodities deram folga às moedas de exportadores.

Porém, qualquer reversão nas expectativas globais pode rapidamente mudar o cenário cambial.

Riscos e o que acompanhar nos próximos dias

Analistas alertam que a cotação permanece vulnerável a notícias fiscais e a eventos políticos domésticos.

O mercado agora monitora inflação, leilões de títulos e dados de emprego, que podem mexer com fluxo de capitais.

Para os próximos pregões, atenção ao contrato futuro para dezembro, que recuou a R$ 5,3770, e a qualquer choque inesperado que devolva força ao dólar.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.