
- Embraer (EMBJ3) caiu cerca de 8% após balanço e liderou perdas do Ibovespa
- Goldman Sachs, JP Morgan e XP mantêm recomendação positiva para a ação
- Tarifas nos EUA podem impactar margens, mas guidance pode ser conservador
As ações da Embraer (EMBJ3) sofreram forte queda após a divulgação do balanço do 4º trimestre e das projeções para 2026. Na sexta-feira, os papéis recuaram cerca de 8% e lideraram as perdas do Ibovespa.
Ainda assim, analistas de Goldman Sachs, JP Morgan e XP Investimentos mantiveram uma visão positiva para a fabricante de aeronaves. Segundo os bancos, a queda das ações não altera a tese estrutural de crescimento da companhia.
Bancos mantêm visão positiva
O Goldman Sachs destacou que a Embraer (EMBJ3) segue registrando forte demanda em seus quatro segmentos de atuação. Além disso, a empresa continua ampliando participação de mercado.
Segundo o banco, a companhia possui carteira robusta de pedidos (backlog), fator que deve sustentar crescimento de receita de dois dígitos no médio prazo.
Além disso, o Goldman vê avanço nas margens operacionais e na geração de fluxo de caixa, o que reforça a tese de valorização das ações.
Guidance conservador pode abrir espaço
Na avaliação da XP Investimentos, o guidance divulgado para 2026 ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. Ainda assim, a corretora considera que as projeções podem ser conservadoras.
Isso ocorre porque o guidance inclui a hipótese de tarifas de importação de 10% nos Estados Unidos durante todo o ano. Caso essas tarifas não se confirmem, as margens da empresa podem superar as projeções atuais.
Enquanto isso, o JP Morgan destaca que a Embraer (EMBJ3) negocia a cerca de 9,9 vezes EV/EBITDA estimado para 2026, nível inferior ao de concorrentes globais como Airbus, Boeing e Bombardier.