
- Embraer (EMBJ3) caiu 28% desde as máximas de janeiro
- BBI e XP avaliam que reação do mercado foi exagerada
- Carteira robusta de pedidos sustenta visão positiva
A Embraer (EMBJ3) acumulou queda de cerca de 28% desde as máximas registradas em janeiro de 2026, movimento que aumentou dúvidas entre investidores sobre o fôlego da fabricante brasileira.
Mesmo assim, analistas seguem vendo espaço relevante de valorização para as ações.
Mercado reagiu forte após sequência negativa
Segundo o Bradesco BBI, a queda ocorreu após uma combinação de fatores que pressionou o sentimento do mercado.
Além disso, investidores reagiram negativamente ao guidance considerado fraco para 2026, aos resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre e ao impacto da alta dos combustíveis sobre a demanda do setor aéreo.
O banco, porém, avalia que a correção foi muito maior do que a deterioração efetiva dos fundamentos da companhia.
BBI vê oportunidade nas ações
Após o resultado do primeiro trimestre, o consenso de mercado reduziu projeções de EBIT para 2026 em aproximadamente 8%.
Enquanto isso, as ações caíram cerca de 15% no mesmo período.
Segundo o BBI, a revisão interna do banco foi ainda menor, mostrando que o mercado exagerou na reação negativa.
Carteira robusta sustenta visão positiva
Os analistas destacam que a Embraer segue com forte visibilidade operacional graças à carteira robusta de pedidos.
A companhia possui aproximadamente cinco anos de backlog na aviação comercial e cerca de três anos na executiva.
Além disso, o banco vê espaço para novos gatilhos positivos envolvendo encomendas militares do cargueiro C-390, melhora de margens e avanços da Eve.
XP também vê exagero do mercado
A XP Investimentos também classificou a recente queda das ações como excessiva.
Segundo a corretora, os resultados do início do ano foram impactados por fatores sazonais e eventos não recorrentes.
Mesmo após a forte correção, a casa manteve recomendação de compra para os papéis.
Ação negocia com desconto frente aos pares
O BBI reforçou recomendação de compra e manteve preço-alvo de R$ 110 para o fim de 2026.
Segundo o banco, a Embraer negocia atualmente com desconto de aproximadamente 25% frente às empresas globais do setor aeroespacial e de defesa.