Reação positiva

Embraer (EMBJ3) dispara após novo pedido bilionário e reforça carteira de encomendas

Azorra ampliou encomenda de jatos E2 e impulsionou ações da fabricante brasileira na Bolsa.

REUTERS/Benoit Tessier
REUTERS/Benoit Tessier
  • Embraer (EMBJ3) recebeu pedido firme de 15 aeronaves E195-E2 da Azorra
  • Encomenda amplia carteira da empresa americana para 54 jatos da família E2
  • Mercado estima impacto positivo na carteira de pedidos do segundo trimestre

A Embraer (EMBJ3) ganhou força no pregão desta sexta-feira após anunciar uma nova encomenda da empresa de leasing aeronáutico Azorra. O acordo prevê a compra firme de 15 aeronaves E195-E2, além de direitos para aquisição de outros 15 jatos no futuro.

Com a notícia, as ações da fabricante chegaram a subir mais de 4%, figurando entre os maiores destaques positivos do Ibovespa.

Pedido amplia carteira e fortalece perspectivas

A Embraer (EMBJ3) informou que o novo contrato eleva o total de pedidos firmes da Azorra para aeronaves da família E2 de 39 para 54 unidades.

Além disso, a companhia destacou que esta é a terceira vez que a empresa norte-americana amplia sua encomenda desde o acordo inicial firmado em 2021.

O contrato será incorporado à carteira de pedidos do segundo trimestre e contribui para elevar o total de encomendas da família E2 para mais de 500 aeronaves.

Mercado vê impacto positivo nos resultados

Analistas do JPMorgan estimam que a nova encomenda representa cerca de 4% da carteira de pedidos divulgada pela fabricante no primeiro trimestre.

Com isso, a projeção é de que a carteira comercial da Embraer (EMBJ3) alcance aproximadamente US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre, acima dos US$ 15 bilhões registrados anteriormente.

Além disso, o novo pedido reforça a demanda global pelos jatos da fabricante brasileira, segmento que continua sendo um dos principais motores de crescimento da companhia.

Investidores acompanham recuperação da ação

Apesar da forte reação positiva desta sessão, as ações da Embraer (EMBJ3) ainda acumulam queda próxima de 18% em 2026.

Por isso, o anúncio foi recebido como um importante sinal de fortalecimento operacional e de continuidade da expansão da carteira de encomendas, um dos indicadores mais acompanhados pelos investidores do setor aeronáutico.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.