
- Leilão de Reserva de Capacidade pode destravar novos projetos da Eneva (ENEV3)
- Governo elevou tetos de preço e reduziu risco de leilão esvaziado
- Copel (CPLE6) também aparece bem posicionada no certame
O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) voltou ao radar do mercado e pode se tornar um evento decisivo para Eneva (ENEV3). O certame está programado para ocorrer entre 18 e 20 de março.
Segundo analistas, o leilão pode transformar o posicionamento da empresa no setor elétrico, principalmente pela possibilidade de contratar novos projetos e renovar usinas existentes.
Eneva chega forte ao leilão de energia
A Eneva (ENEV3) possui cerca de 1,5 GW de usinas termelétricas com contratos próximos do vencimento e busca renová-los no leilão.
Além disso, a companhia pretende contratar projetos greenfield, como Celse 2, com até 1,3 GW, e Ceiba, com 750 MW de capacidade.
Segundo o UBS BB, a empresa aparece como um dos poucos players capazes de transformar preços de capacidade mais elevados em projetos executáveis no curto prazo.
Mudança nos preços reduziu risco de leilão fraco
Inicialmente, o mercado reagiu negativamente após o governo definir tetos de preço abaixo das expectativas, o que chegou a derrubar ENEV3 em cerca de 20%.
No entanto, poucos dias depois o Ministério de Minas e Energia elevou os tetos em até 101%, o que reduziu o risco de esvaziamento do leilão.
Mesmo assim, analistas ainda monitoram possíveis questionamentos do TCU, embora a expectativa seja de que o leilão ocorra normalmente.
Copel também aparece bem posicionada
Além da Eneva (ENEV3), analistas também veem a Copel (CPLE6) como uma das empresas mais bem posicionadas para o certame.
Isso porque a companhia possui projetos que podem se beneficiar do modelo de contratação e da necessidade de reforço da capacidade de geração.
Nesse cenário, o UBS BB mantém recomendação de compra para ENEV3, com preço-alvo de R$ 27 por ação.