
- EQI elevou a alocação em títulos prefixados nas carteiras de fevereiro.
- Janeiro teve retorno acima do CDI, mas abaixo do IMA-Geral.
- Casa projeta Selic em 12,5% em 2026, com início dos cortes em março.
A EQI Investimentos decidiu aumentar marginalmente o risco das carteiras recomendadas de renda fixa para fevereiro, com maior alocação em títulos prefixados, diante da melhora do fluxo para ativos brasileiros e de um ambiente inflacionário considerado mais benigno.
Mesmo após superar o CDI em janeiro, as carteiras ficaram abaixo do IMA-Geral, o que levou a EQI a ajustar o mix dos portfólios em busca de melhor relação entre risco e retorno no curto e médio prazo.
Mais prefixados, menos pós-fixados
No perfil conservador, a EQI elevou a exposição a prefixados de médio prazo, reduzindo a parcela em pós-fixados, enquanto manteve a fatia em títulos atrelados à inflação. Já no perfil moderado, a estratégia foi semelhante, com aumento gradual em prefixados e foco nos vencimentos intermediários.
Para o perfil agressivo, a casa também reforçou os prefixados, mantendo IPCA+ em níveis elevados, mas evitando títulos longos, que seguem com relação risco-retorno pouco atrativa no cenário atual.
Cenário aponta corte da Selic em março
No cenário doméstico, a EQI manteve a projeção de início do ciclo de cortes da Selic em março de 2026, com reduções graduais ao longo do ano, levando a taxa para 12,5%. A leitura combina inflação mais comportada, atividade ainda resiliente e postura cautelosa do Copom.
No exterior, a expectativa segue de dois cortes de juros nos EUA em 2026, o que tende a favorecer o fluxo para mercados emergentes e reforçar o racional da estratégia adotada para a renda fixa local.