Tese reforçada

Equatorial (EQTL3) ganha reforço com Aneel e Copasa, mas juros altos limitam projeções

Bradesco BBI vê impactos positivos da revisão regulatória e da participação na Copasa, mas mantém preço-alvo diante da deterioração do cenário macroeconômico.

equatorial cedae
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  • Equatorial (EQTL3) foi beneficiada por revisão regulatória da Aneel.
  • Participação na Copasa (CSMG3) reforça estratégia de crescimento.
  • Bradesco BBI manteve preço-alvo de R$ 54 e recomendação de compra.

A Equatorial (EQTL3) recebeu avaliações positivas do Bradesco BBI após a revisão regulatória conduzida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a recente entrada da companhia no capital da Copasa (CSMG3). Mesmo assim, o banco decidiu manter seu preço-alvo em R$ 54 para o fim de 2026.

Segundo os analistas, a decisão reflete a expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil, cenário que aumenta as despesas financeiras projetadas para os próximos anos.

Revisão da Aneel melhora perspectiva

Na avaliação do BBI, a discussão sobre o fator de produtividade das distribuidoras conduzida pela Aneel trouxe benefícios para a Equatorial.

Os cálculos do banco apontam que a mudança regulatória adiciona cerca de 6% ao valor implícito das distribuidoras do grupo, reforçando a tese de longo prazo da companhia.

Por outro lado, parte desse potencial é reduzida porque a nova metodologia prevê o compartilhamento de metade dos ganhos de produtividade com os consumidores.

Copasa também fortalece tese

Outro fator considerado positivo pelos analistas foi a aquisição de participação relevante na Copasa (CSMG3).

O movimento amplia a exposição da Equatorial ao setor de saneamento, segmento visto como uma importante avenida de crescimento para a companhia nos próximos anos.

Além disso, o mercado acompanha possíveis ganhos operacionais e de eficiência que podem surgir após a privatização da estatal mineira.

Banco mantém recomendação de compra

Apesar de não elevar as projeções, o Bradesco BBI segue enxergando valor nas ações da empresa.

O banco estima que os papéis oferecem uma taxa interna de retorno real próxima de 11,6%, acima dos títulos públicos indexados à inflação.

Com isso, a instituição manteve a recomendação de compra para a Equatorial, destacando a qualidade dos ativos e o potencial de geração de valor no longo prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.