Setor farmacêutico

RADL3, PGMN3 e PNVL3: Canetas emagrecedoras derrubam farmácias, mas XP vê exagero e mantém aposta no setor

Medo de queda nas margens pressionou ações de RD Saúde, Pague Menos e Panvel, mas corretora avalia que o mercado precificou um cenário pessimista demais.

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  • Canetas emagrecedoras passaram de oportunidade a preocupação para investidores.
  • XP vê reação exagerada do mercado e mantém compra para RADL3, PGMN3 e PNVL3.
  • Corretora projeta mercado de GLP-1 de R$ 26,8 bilhões e forte crescimento nos próximos anos.

A recente onda de vendas nas ações de farmácias da B3 tem um novo protagonista: as canetas emagrecedoras. O que até pouco tempo era visto como um dos maiores motores de crescimento do setor passou a ser tratado como uma ameaça por parte dos investidores.

Segundo relatório da XP Investimentos, o receio está ligado à chegada de novos concorrentes, versões mais baratas e à possibilidade de uma forte pressão sobre as margens de lucro das redes farmacêuticas. O temor provocou quedas expressivas nas ações de empresas como RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3).

XP vê reação exagerada do mercado

Apesar do pessimismo recente, a XP avalia que o mercado foi longe demais ao precificar os riscos ligados aos medicamentos para obesidade.

A corretora manteve recomendação de compra para as três empresas que acompanha e destacou a RD Saúde (RADL3) como sua favorita no setor por apresentar um perfil mais defensivo e resiliente.

Na avaliação dos analistas, o mercado está focando excessivamente na queda de preços e ignorando o potencial de crescimento do volume de vendas.

Mercado pode quadruplicar de tamanho

A XP projeta que o segmento de medicamentos à base de GLP-1 continue em forte expansão nos próximos anos.

Segundo a corretora, o mercado pode movimentar cerca de R$ 26,8 bilhões em 2027, com crescimento estimado de 54%, impulsionado pela maior acessibilidade dos tratamentos e pela entrada de consumidores das classes B e C.

Além disso, a expectativa é que preços menores ampliem significativamente a base de pacientes, compensando a redução da rentabilidade por unidade vendida.

Pior cenário já estaria no preço

A XP também realizou simulações considerando um cenário extremamente negativo para o setor, com queda nas vendas e compressão das margens.

Mesmo nesse cenário, as ações continuariam negociando em múltiplos considerados atrativos pela corretora.

Por isso, os analistas defendem que boa parte dos riscos já foi incorporada aos preços atuais dos papéis, criando uma relação risco-retorno favorável para investidores de longo prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.