Fase decisiva

Equatorial (EQTL3) pode abandonar disputa bilionária pela Copasa (CSMG3) após saída da Sabesp (SBSP3)

Movimento muda cenário da privatização da estatal mineira e amplia espaço para concorrentes no processo.

Foto: Divulgação/Copasa
Foto: Divulgação/Copasa
  • Equatorial (EQTL3) pode desistir da disputa pela Copasa após saída da Sabesp
  • Privatização da estatal mineira entra em fase decisiva nesta semana
  • Grupo ligado à Aegea e Itaúsa ganha força no processo

Equatorial (EQTL3) avalia desistir da disputa para se tornar investidora estratégica da Copasa (CSMG3) após a saída da Sabesp (SBSP3) do consórcio que seria formado para a operação.

A decisão ainda será discutida internamente, porém fontes ouvidas pela Bloomberg afirmam que a tendência é de retirada da companhia do processo de privatização da estatal mineira de saneamento. O prazo para entrega das propostas termina em 25 de maio.

Saída da Sabesp muda disputa pela estatal

A distribuidora de energia planejava apresentar uma oferta conjunta com a companhia paulista para assumir posição relevante na operação. Entretanto, com a desistência da parceira, o interesse perdeu força nos bastidores.

Além disso, a companhia deve realizar uma reunião decisiva nesta segunda-feira para definir oficialmente sua permanência ou saída da disputa. Em nota, o grupo afirmou apenas que “está sempre atento às oportunidades”, mas evitou comentar potenciais aquisições.

Enquanto isso, o movimento abre espaço para outros interessados avançarem na privatização da estatal mineira, considerada uma das operações mais relevantes do setor de saneamento nos próximos meses.

Aegea e Itaúsa avançam no processo

Segundo fontes, Itaúsa (ITSA4), fundo soberano de Singapura e Equipav Saneamento pretendem apresentar proposta conjunta por meio da Aegea.

A estratégia prevê participação minoritária da operadora no negócio para evitar aumento expressivo do endividamento. Ainda assim, o grupo aparece como um dos favoritos na disputa pelo ativo.

Pelo modelo desenhado pelo governo de Minas Gerais, o investidor estratégico poderá adquirir até 30% da companhia antes da oferta pública, com limite total de 45% dos direitos de voto ao longo da operação.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.