Setor de shoppings

Esta empresa pagará 14% de dividendos ao ano: descubra qual o código da ação

Empresa dispara distribuição e entrega o maior dividend yield do setor, deixando rivais para trás.

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  • Empresa supera rivais e registra forte geração de caixa no 3T
  • Allos triplica dividendos e atinge yield próximo de 14%
  • Capex menor e realavancagem reforçam retorno ao acionista

A Allos (ALOS3) decidiu triplicar seus dividendos mensais a partir de dezembro e deve alcançar um dividend yield próximo de 14%, consolidando-se como a maior pagadora do setor de shoppings no Brasil. O movimento altera o padrão histórico do segmento e reforça a estratégia de priorizar retorno imediato ao acionista.

A companhia, que já distribuía cerca de R$ 50 milhões por mês, passará a pagar aproximadamente R$ 150 milhões mensais, impulsionada pela forte geração de caixa e pela redução consistente de investimentos. A mudança ocorre em um momento em que o mercado busca previsibilidade e remuneração elevada.

Allos dobra aposta no acionista e mira eficiência

A empresa informou que os dividendos devem ficar entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação, reforçando a política de distribuição agressiva. O CEO Rafael Sales destacou que a estratégia está vinculada à decisão de realavancar o balanço para perto de 2x EBITDA, com foco em eficiência tributária e menor necessidade de capex em 2026.


Allos triplica dividendos e atinge yield próximo de 14%.

Além disso, a Allos projeta investir entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões no próximo ano, valor bem abaixo dos picos históricos e menor que os R$ 450–550 milhões investidos em 2025. Antes da fusão entre BR Malls e Aliansce Sonae, o gasto conjunto ultrapassava R$ 850 milhões por ano, o que evidencia a mudança estrutural.

Esse reposicionamento torna a companhia mais leve, com foco em rentabilidade e retorno ao investidor, reduzindo a volatilidade operacional e aumentando a previsibilidade de caixa.

Dividend yield dispara e deixa concorrentes para trás

Com yield de quase 14%, a Allos se distancia de rivais diretas: Multiplan (4%) e Iguatemi (2,8%). A remuneração supera até mesmo grandes FIIs do setor, como o XP Malls, que gira próximo de 11%. O avanço coloca a companhia em posição dominante entre os ativos de renda recorrente.

O anúncio dos dividendos veio junto ao balanço do 3º trimestre, que trouxe alta de 5,5% nas vendas, 6% nas receitas e queda de 8% nos custos operacionais. Ademais, as despesas da holding ficaram estáveis, o que levou o EBITDA a crescer 7% no período.

Desse modo, o FFO avançou 3%, para R$ 304,5 milhões, e o FFO por ação subiu 9% após o programa de recompra e cancelamento de ações, melhorando o retorno individual do acionista.

Alavancagem controlada reforça segurança da tese

A Allos encerrou o trimestre com 1,7x EBITDA de alavancagem. Caso mantivesse a distribuição anterior, a métrica cairia para perto de 1,3x em 2026, devido à forte geração de caixa. No entanto, a empresa pretende operar próxima de 2x, aproveitando a queda dos juros.

Além disso, a redução do endividamento veio após o desinvestimento de 13 ativos, que gerou R$ 2,5 bilhões em caixa e acelerou a desalavancagem desde a fusão. O movimento consolidou o modelo atual, baseado em eficiência, menor risco e maior retorno ao investidor.

Com a melhora operacional, a ação fechou a R$ 27,09, a maior cotação em 12 meses. Por fim, a Allos negocia a 10x preço/FFO, abaixo dos múltiplos de Iguatemi (11,5x) e Multiplan (12,1x), apesar do DY superior.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.