Mercado cripto

ETFs de cripto afundam em 2026 e entram em zona crítica na B3

BITH11, ETHE11 e SOLH11 acumulam perdas fortes, seguem abaixo das médias e levantam dúvida entre cautela e repique técnico.

ETFs de cripto afundam em 2026 e entram em zona crítica na B3
  • ETFs de cripto acumulam perdas expressivas em 2026, com destaque para ETHE11 e SOLH11
  • Indicadores técnicos mostram quedas esticadas, elevando chance de repiques pontuais
  • Tendência principal segue de baixa, exigindo cautela no curto e médio prazo

Os ETFs de criptomoedas negociados na B3 seguem pressionados no início de 2026. Bitcoin (BITH11), Ethereum (ETHE11) e Solana (SOLH11) acumulam três semanas consecutivas de queda, refletindo um cenário técnico negativo no gráfico semanal e reforçando a cautela do mercado.

Ainda assim, apesar do viés claramente baixista, o movimento recente mostra quedas esticadas e indicadores próximos ou dentro da sobrevenda, o que aumenta a probabilidade de repique técnico pontual, embora sem sinal consistente de reversão estrutural.

Bitcoin e Ethereum mantêm viés negativo

O BITH11 acumula queda de 24,06% em 2026 e negocia na região de R$ 83, permanecendo abaixo das médias móveis de curto e médio prazo. Dessa forma, o fluxo vendedor segue dominante, mesmo com o IFR em 26,81, já em sobrevenda.

Além disso, a atenção do mercado se volta para a média móvel de 200 períodos, em R$ 72,53, que funciona como suporte técnico relevante. Caso esse nível seja perdido, o movimento corretivo tende a ganhar força.

Já o ETHE11 apresenta um quadro ainda mais pressionado. O ETF cai 34,25% no ano, opera próximo de R$ 31 e permanece abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça a leitura negativa no médio prazo.

Solana amplia risco, apesar de queda esticada

O SOLH11 também segue inserido em um contexto técnico desfavorável. O ETF acumula desvalorização de 33,81% em 2026 e negocia ao redor de R$ 12,59, após novas mínimas recentes.

Assim como nos demais ativos, o afastamento relevante das médias móveis indica um movimento de baixa esticado. O IFR em 30,51, próximo da sobrevenda, sugere possibilidade de repique técnico, embora ainda limitado.

Enquanto o ativo não superar a faixa entre R$ 15,62 e R$ 16,68, o cenário permanece pressionado. Nesse contexto, o mercado monitora a mínima histórica em R$ 11,38, que pode voltar a ser testada caso a pressão vendedora persista.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.