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Explode o rombo: XP, BTG e Nubank venderam bilhões em CDBs do Master antes da liquidação

As três maiores plataformas digitais concentraram a maior parte dos papéis, quase todos cobertos pelo FGC.

banco master
Foto: Divulgação
  • Pagamento do FGC pode começar ainda este ano, reduzindo incertezas do mercado.
  • XP vendeu R$ 26 bi em CDBs do Master e mais R$ 4 bi do Will Bank; BTG somou R$ 6,7 bi e Nubank R$ 2,9 bi.
  • Mais de 99% dos investidores estão protegidos pelo limite de R$ 250 mil do FGC.

O colapso do Banco Master abriu uma corrida por informações sobre o impacto real nos investidores. Contudo, dados de mercado mostram que a maior fatia dos R$ 41 bilhões em CDBs ligados ao conglomerado estava concentrada nas três principais plataformas do país.

Além disso, fontes indicam que mais de 99% dessas aplicações estão protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que reduz o risco de perdas diretas para a maior parte dos clientes.

XP lidera disparada de vendas dos papéis do Master

De acordo com executivos do setor, a XP distribuiu cerca de R$ 26 bilhões em CDBs do Master, além de R$ 4 bilhões de papéis do Will Bank, vinculado ao conglomerado, mas fora da liquidação decretada pelo Banco Central. A empresa se tornou, portanto, o principal canal de distribuição desses títulos.

Esse montante corresponde ao estoque atual, porém o volume histórico é ainda maior. Ao longo dos últimos anos, o giro desses papéis ampliou a exposição dos investidores, mesmo com limites individuais dentro da garantia do FGC.

Mesmo assim, a estrutura da XP já direciona clientes para a cobertura automática. Dessa forma, o risco de perdas, em tese, permanece limitado ao prazo de pagamento do fundo.

BTG aparece em segundo lugar com posição relevante

O BTG Pactual surge como o segundo maior distribuidor dos títulos relacionados ao conglomerado. O banco vendeu aproximadamente R$ 6,7 bilhões em CDBs do Master, segundo fontes ligadas às mesas de renda fixa.

Assim como ocorreu com a XP, a maior parte dos investidores aplicou valores dentro do teto de R$ 250 mil por CPF, o que garante cobertura integral do FGC. Além disso, o banco já encaminha orientações internas para organizar dados e agilizar a habilitação dos clientes ao processo de ressarcimento.

Mesmo com o episódio, interlocutores avaliam que o impacto estrutural no BTG tende a ser baixo. Isso ocorre porque os títulos distribuídos estão pulverizados e majoritariamente protegidos pela garantia.

Nubank fecha o trio com quase R$ 3 bilhões em distribuição

O Nubank também teve participação relevante. A estimativa é que a fintech tenha distribuído R$ 2,9 bilhões em papéis do Master, quase sempre em tíquetes menores e concentrados no varejo. Por causa disso, praticamente toda a base fica amparada pelo FGC.

Além disso, o banco digital trabalha com um público de alta pulverização, o que reduz eventuais concentrações de risco. Embora o volume seja menor que o de XP e BTG, o número de investidores atingidos tende a ser expressivo devido ao tamanho da plataforma.

Com o avanço da liquidação, o FGC já indica que pode iniciar pagamentos ainda este ano, o que deve aliviar a pressão sobre clientes das três instituições.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.