Fazendo história

Fechamento: Ibovespa fecha em alta recorde e encosta nos 149 mil pontos; bancos e Vale (VALE3) lideram ganhos

Com ajuda de bancos e Vale, o Ibovespa (IBOV) renovou máximas históricas, enquanto falas de Powell trouxeram cautela em Nova York.

Fechamento mercado
  • Ibovespa (IBOV) fecha em alta de 0,82%, com recorde histórico de 149 mil pontos.
  • Powell adota tom cauteloso e reduz chances de novo corte de juros nos EUA.
  • VALE3, BBDC4 e HYPE3 lideram ganhos e sustentam o rali da Bolsa.

O Ibovespa voltou a fazer história nesta quarta-feira (29), ao superar pela primeira vez a marca de 149 mil pontos e encerrar o dia com alta de 0,82%, aos 148.632,93 pontos. O movimento confirma o forte apetite por risco na Bolsa brasileira, impulsionado por ganhos no setor bancário e em VALE3.

Mesmo com desaceleração no fim do pregão, o índice fechou no maior nível de todos os tempos, sustentado por fluxos externos e expectativa positiva sobre resultados corporativos.

Powell freia euforia global

O otimismo perdeu força após Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, adotar tom cauteloso sobre novos cortes de juros.

Segundo ele, parte do Fomc defende pausa nas reduções, após o corte de 0,25 ponto percentual decidido hoje, o que esfriou apostas para dezembro.

Powell afirmou que o Fed está “dirigindo no escuro”, reforçando que as decisões seguirão dependentes de dados.

Assim, os juros futuros (DIs) inverteram e fecharam em alta, enquanto o real recuou levemente, a R$ 5,358.

Wall Street reage com cautela

As bolsas americanas fecharam mistas, refletindo a incerteza sobre o rumo da política monetária.

O Dow Jones e o S&P 500 recuaram, enquanto o Nasdaq sustentou ganhos moderados diante da expectativa pelos balanços das big techs.

Além disso, investidores monitoram o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode reabrir diálogo comercial entre EUA e China e reduzir tensões geopolíticas.

Vale (VALE3) e bancos sustentam alta

No Brasil, a Vale (VALE3) subiu 1,82%, impulsionando o índice.

Ademais, os bancos também foram destaque: Bradesco (BBDC4) avançou 3,23%, de olho no balanço do 3T25; Santander (SANB11) ganhou 1,60%, com lucro acima das projeções.

Por fim, entre as ações individuais, Hypera (HYPE3) saltou 4,84% após divulgar resultados fortes, enquanto MBRF (MBRF3) devolveu parte dos ganhos recentes, caindo 7,84%.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.