
- FIIs de papel se beneficiam de juros altos e spreads elevados, diz EQI Research
- Dividend yields seguem robustos, com renda recorrente previsível
- Risco de crédito permanece controlado, com foco em garantias e diversificação
Os FIIs de papel entram em 2026 com um ambiente operacional favorável, sustentado por juros elevados, spreads ainda atrativos e melhora gradual da qualidade de crédito, segundo relatório da EQI Research.
De acordo com a casa, o segmento segue como uma das principais fontes de renda recorrente da Bolsa, com dividend yields elevados e maior previsibilidade de caixa em comparação aos fundos de tijolo.
Juros sustentam dividendos
A manutenção da Selic em patamar restritivo segue impulsionando os rendimentos dos fundos atrelados a CRI indexados ao CDI e ao IPCA, que representam a maior parte das carteiras analisadas.
Segundo a EQI, muitos FIIs de papel operam com yield anualizado de dois dígitos, sustentado por contratos bem estruturados e indexação eficiente.
Esse cenário reforça o apelo do segmento para investidores focados em renda mensal.
Crédito segue sob controle
O relatório destaca que, apesar do ambiente macro mais desafiador, o nível de inadimplência permanece controlado, sem deterioração relevante nas carteiras monitoradas.
A EQI aponta que gestores têm priorizado operações com garantias robustas, menor LTV e maior diversificação de devedores, reduzindo riscos.
Além disso, renegociações seguem pontuais e concentradas em ativos específicos, sem efeito sistêmico.
Valuation ainda atrativo
Mesmo após a recuperação parcial das cotas, muitos fundos seguem negociando próximos ou abaixo do valor patrimonial, abrindo espaço para ganhos adicionais.
Segundo a EQI, o segmento ainda apresenta assimetria positiva, especialmente para fundos com histórico consistente de distribuição e gestão ativa.
O relatório reforça que os FIIs de papel devem continuar como pilar defensivo das carteiras em 2026.