
- Fundos de tijolo ganham potencial com reprecificação e juros mais baixos
- 54 FIIs entregam dividendos acima da Selic de 15%, com retornos chegando a 55,9%
- Analistas veem ciclo de cortes começando no 1º trimestre de 2026
Mesmo com a Selic mantida em 15%, um levantamento da Economática aponta que 54 fundos imobiliários com patrimônio acima de R$ 100 milhões entregaram dividend yield superior ao CDI nos últimos 12 meses. Em alguns casos, o retorno chegou a 55,9%, impulsionado por receitas excepcionais ou por carteiras atreladas ao CDI.
A leitura do mercado é clara: o Copom já era esperado, e o impacto sobre os FIIs é marginal. O Ifix acumula quase 18% no ano, e analistas veem espaço para 20% em carteiras bem montadas.
Fundos que mais rendem
Os destaques incluem: FAMB11 (55,99%), TRXB11 (23,53%), GZIT11 (21,52%), ABCP11 (21,48%), BPML11 (20,68%), BRIP11 (20,30%) e VGRI11 (20,26%).
Além disso, grande parte dos retornos vem de créditos indexados ao CDI, mas analistas reforçam que nem todos os dividendos são recorrentes.
Portanto, ainda assim, muitos fundos seguem negociados abaixo do valor patrimonial, abrindo espaço para ganho adicional.
Juros, ciclos e estratégia
Para casas como Suno, AVIN e Ágora, o início do ciclo de cortes deve ocorrer entre janeiro e março, com Selic podendo cair para a faixa de 9%–10,5% até 2027.
Ademais, com isso a recomendação é migrar gradualmente de fundos de papel, que performaram bem com juros altos, para fundos de tijolo, que tendem a se valorizar com a queda do juro real.
Por fim, analistas apontam lajes corporativas, shoppings e logística como oportunidades de reprecificação.