
- Fleury (FLRY3) afirmou que canetas emagrecedoras não pressionam operação
- Companhia vê potencial aumento na demanda por exames e acompanhamento médico
- Grupo continua avaliando aquisições em medicina diagnóstica
A Fleury (FLRY3) afirmou que o crescimento acelerado das canetas emagrecedoras não tem gerado impacto negativo relevante sobre suas operações de medicina diagnóstica.
Durante teleconferência com analistas, a CEO Jeane Tsutsui destacou que o uso desses medicamentos exige acompanhamento médico contínuo, o que pode até fortalecer a demanda ambulatorial da companhia.
Companhia vê cenário favorável
Segundo a executiva, o avanço da obesidade e do diabetes no Brasil sustenta uma demanda estruturalmente positiva para o setor de saúde.
Além disso, pacientes em tratamento com medicamentos para perda de peso normalmente precisam realizar exames frequentes, monitoramento clínico e acompanhamento especializado.
A CEO destacou que entre 28% e 30% da população brasileira enfrenta obesidade, enquanto cerca de 12,9% possui diabetes, mais que o dobro do registrado em 2006.
Acompanhamento médico entra no radar
A companhia avalia que esse movimento pode ampliar a procura por serviços ambulatoriais ao longo dos próximos anos.
Ao mesmo tempo, o Fleury segue monitorando oportunidades de expansão no mercado de medicina diagnóstica.
Segundo Jeane Tsutsui, a empresa continua analisando possíveis aquisições, desde que os ativos apresentem preços considerados adequados pela companhia.
Mercado acompanha consolidação do setor
O setor de saúde vem passando por forte movimentação estratégica nos últimos trimestres, com empresas buscando ganho de escala e ampliação de portfólio.
Além disso, o crescimento do mercado de medicamentos para obesidade aumentou discussões sobre possíveis impactos em hospitais, laboratórios e operadoras de saúde.
No caso do Fleury, porém, a avaliação da companhia segue positiva para o ambiente de demanda.