Sob tensão

Frete do petróleo já dispara com guerra e Shell alerta para impacto global

Presidente da Shell no Brasil diz que conflito no Oriente Médio pressiona custos e pode redirecionar investimentos.

Shell
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  • Frete do petróleo já subiu com restrições no Estreito de Ormuz
  • Shell vê possível redirecionamento global de investimentos
  • Companhia confirma aporte de R$ 3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4)

O conflito no Oriente Médio já provoca impacto direto nos preços do frete do petróleo, segundo o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa.

De acordo com o executivo, a restrição no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do tráfego global de óleo e gás, elevou os custos logísticos e deve manter pressão nas próximas semanas.

Frete sobe e fluxo pode mudar

Cristiano Pinto afirmou que o frete já subiu de forma significativa e tende a permanecer elevado enquanto persistirem as incertezas.

Além disso, ele destacou que o conflito pode alterar o fluxo global de investimentos, com maior direcionamento para regiões fora da área de risco.

Assim, países com ambiente regulatório competitivo e segurança jurídica podem atrair capital que antes se concentrava no Oriente Médio.

Brasil no radar e Raízen em foco

O executivo ressaltou que a Shell investiu R$ 12,5 bilhões no Brasil no último ano e mantém planos robustos com projetos como Gato do Mato e Atapu.

Ao mesmo tempo, a companhia confirmou o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões na capitalização da Raízen (RAIZ4), defendendo a manutenção da integração entre etanol e distribuição.

Portanto, embora o conflito eleve a volatilidade no curto prazo, decisões estruturais de investimento seguem baseadas em fundamentos de médio e longo prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.