
- Fundos de ações lideraram os ganhos em 2025, com retornos de até 80%
- Eleição presidencial aumenta a volatilidade, reforçando a diversificação
- Cortes de juros devem sustentar a bolsa no início de 2026
A forte alta da bolsa em 2025 impulsionou os fundos de ações, com ganhos que chegaram a mais de 80% entre as maiores carteiras do mercado. Mesmo com resgates recordes, gestores veem continuidade do movimento em 2026, ainda que com retornos mais moderados.
O cenário combina corte de juros no Brasil, melhora no valor justo das empresas e maior interesse por renda variável no início do ano. Em contrapartida, a campanha presidencial tende a aumentar as oscilações, sobretudo no segundo semestre.
Rali em 2025
A bolsa brasileira renovou máximas nas últimas semanas de 2025 e levou o Ibovespa a cerca de 30% no ano. Com isso, fundos de ações superaram juros e o próprio índice, segundo levantamento com carteiras acima de R$ 500 milhões.
Os maiores retornos vieram de fundos Ações Livre, que permitem gestão ativa e maior concentração setorial. Entre os destaques, carteiras de infraestrutura, valor e long biased dominaram o topo do ranking.
Mesmo assim, o investidor pessoa física ficou de fora em parte do rali. Os fundos de ações registraram saída líquida de R$ 52,8 bilhões em 2025, a maior da série da Anbima, reflexo do apelo prévio da renda fixa.
Juros como gatilho
A expectativa de início dos cortes da Selic favorece o mercado acionário ao reduzir o custo de capital e elevar o valuation das empresas, especialmente as mais alavancadas.
Além disso, a queda da inflação tende a puxar os juros reais para baixo, o que historicamente beneficia a bolsa. Esse movimento também pode redirecionar fluxos da renda fixa para fundos de ações e multimercados.
Gestores reforçam que a diversificação segue essencial. O desempenho recente ajuda na captação, mas a alocação equilibrada reduz riscos em um ambiente ainda incerto.
Volatilidade e cenários
Para 2026, a palavra-chave é volatilidade. O ciclo de juros, a eleição no Brasil e mudanças na política monetária global devem mexer com os preços ao longo do ano.
Projeções apontam três cenários para o Ibovespa em 2026, variando de 144 mil a 224 mil pontos, conforme o juro real e o grau de ajuste fiscal do próximo governo.
Nesse contexto, ganha força a gestão ativa focada em valor e a estratégia de dividendos, que combinam resiliência e retorno em períodos de maior oscilação.