
- Ifix renova recorde, mas FIIs ainda negociam com desconto relevante
- Gestores veem maior potencial em tijolos e FOFs, sem descartar papel
- BRCO11, KNCR11, BTLG11, HSML11, MCCI11, TRXF11 e XPML11 lideram indicações de fevereiro
Os fundos imobiliários mantiveram o bom momento em janeiro, com o Ifix subindo 2,27% e renovando máximas históricas. Ainda assim, gestores avaliam que o ciclo positivo não se esgotou.
Segundo analistas, mesmo com juros ainda elevados, os preços seguem descontados em vários segmentos. Por isso, fevereiro começa com recomendações concentradas em logística, shoppings e recebíveis.
Por que ainda há espaço
Para a XP Investimentos, os fundos de papel ainda negociam abaixo do valor patrimonial, o que abre espaço para marcação positiva se as taxas longas cederem. Além disso, os FIIs atrelados ao CDI continuam entregando renda relevante.
Já os fundos de tijolo e FOFs tendem a se beneficiar mais da queda dos juros longos. Eles acumulam deságio médio maior, cerca de 13%, acima do desconto do próprio Ifix, que gira em torno de 8%.
Mesmo após a alta recente, gestores defendem carteiras diversificadas, com foco maior em tijolos e FOFs, mas sem abrir mão dos fundos de papel, que ajudam a reduzir volatilidade em um ano mais sensível ao cenário eleitoral.
Os FIIs preferidos de fevereiro
As indicações do mês ficaram bem distribuídas entre segmentos. Entre os mais citados aparecem BRCO11, KNCR11, BTLG11, HSML11, MCCI11, TRXF11 e XPML11, segundo levantamento com oito instituições.
Nos fundos de logística, analistas destacam previsibilidade de contratos e escala dos ativos. Em shoppings, o foco recai sobre portfólios maduros e geração consistente de caixa.
Já nos recebíveis, a preferência segue em carteiras com CRIs de menor risco, boa indexação e dividend yields próximos de 12% ao ano, reforçando o apelo de renda.