
- Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão para reajuste da Petrobras (PETR4)
- Com repasse de preços, estatal poderia gerar até US$ 28,5 bilhões em fluxo de caixa livre
- XP vê PRIO (PRIO3) como ação mais beneficiada se petróleo seguir elevado
O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, forçando analistas a revisarem projeções para o setor de energia. A mudança reacendeu dúvidas sobre o próximo passo da Petrobras (PETR4).
Segundo análise da XP Investimentos, o principal fator agora é simples: a estatal vai repassar a alta para gasolina e diesel no Brasil? A resposta pode alterar significativamente a geração de caixa da companhia.
Reajuste pode turbinar resultados da Petrobras
Se a Petrobras (PETR4) acompanhar os preços internacionais, o impacto financeiro pode ser relevante. A XP estima que a empresa ganharia entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões adicionais para cada aumento de US$ 10 no barril do petróleo.
Além disso, os spreads de refino do diesel dispararam desde o início do conflito. Esse movimento amplia ainda mais a rentabilidade da companhia e fortalece a geração de caixa no curto prazo.
Nesse cenário, com o Brent a US$ 100, a Petrobras poderia gerar cerca de US$ 28,5 bilhões em fluxo de caixa livre, o que representaria aproximadamente 25% de retorno aos investidores.
Sem aumento, ganhos caem pela metade
Por outro lado, se a estatal optar por segurar os preços dos combustíveis, o ganho seria bem menor. Nesse caso, os benefícios ficariam concentrados nas exportações de petróleo e em vendas atreladas ao mercado internacional.
Nesse cenário mais conservador, a XP calcula que a Petrobras geraria cerca de US$ 13 bilhões em fluxo de caixa livre, o que implicaria retorno próximo de 11% para os acionistas.
Ainda assim, os analistas avaliam que o reajuste pode se tornar inevitável. Sem aumento, distribuidoras podem enfrentar escassez de diesel em poucas semanas, já que as importações deixariam de ser economicamente viáveis.