Alta considerável

Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) ganham novo impulso após salto histórico das exportações de aço

Disparada dos embarques externos e queda das importações melhoram cenário para siderúrgicas brasileiras em meio à pressão global.

Foto: Divulgação/Gerdau
Foto: Divulgação/Gerdau
  • Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) podem se beneficiar da alta das exportações
  • Exportações de aço dispararam 62,4% em abril
  • Importações caíram forte e aliviam pressão sobre o mercado brasileiro

A Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) voltaram ao radar do mercado após o forte avanço das exportações brasileiras de aço em abril, movimento que pode aliviar parte da pressão enfrentada pelas siderúrgicas nos últimos trimestres.

Os embarques externos somaram 1 milhão de toneladas, alta anual de 62,4%, enquanto as importações despencaram 33,3%, segundo dados do Instituto Aço Brasil. O cenário reforça expectativas de melhora operacional para as companhias listadas na Bolsa.

Exportações disparam e ajudam setor

O avanço das vendas externas ocorre em um momento importante para o setor, que ainda enfrenta excesso global de oferta, principalmente vindo da China.

Além disso, a queda das importações reduz a pressão competitiva no mercado interno, fator considerado positivo para preços, margens e utilização de capacidade das siderúrgicas brasileiras.

Nesse contexto, empresas mais expostas ao mercado internacional tendem a capturar parte relevante desse movimento. A leitura do mercado é de que o cenário beneficia principalmente grupos com operações diversificadas e forte presença exportadora.

Confiança melhora e mercado monitora demanda

Outro sinal positivo veio do Índice de Confiança da Indústria do Aço, que atingiu o maior nível desde outubro de 2024.

Embora a produção nacional ainda mostre avanço tímido no acumulado do ano, o crescimento das vendas internas e a recuperação gradual da demanda ajudam a sustentar perspectivas menos negativas para o setor.

Ao mesmo tempo, investidores seguem atentos aos juros elevados, ao ritmo da construção civil e ao cenário internacional, fatores que continuam determinando o desempenho das siderúrgicas brasileiras na Bolsa.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.