
- Goldman projeta crescimento de crédito de cerca de 9,5% em 2026
- Itaú (ITUB4), BTG (BPAC11), Inter (INBR32) e Nubank (ROXO34) são os preferidos
- BBAS3, BBDC4 e SANB11 seguem com maior cautela
O Goldman Sachs avalia que os bancos brasileiros entram em 2026 bem posicionados para mais um ano sólido. O banco vê crescimento do crédito, qualidade de ativos estável e valuations razoáveis como os principais vetores do setor.
Entre as ações preferidas, o Goldman destaca Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), Banco Inter (INBR32) e Nubank (BDR: ROXO34). A leitura combina resiliência operacional e bom potencial de retorno ao acionista.
Cenário para o setor em 2026
O banco projeta expansão do crédito próxima de 9,5% em 2026. Além disso, o cenário conta com mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades, como o consignado privado.
Mesmo com a Selic ainda restritiva no início do ano, o Goldman espera inadimplência controlada. Segundo os analistas, a defasagem entre juros e deterioração do crédito sustenta essa visão.
Por outro lado, o setor deve lidar com ciclos eleitorais, avanços regulatórios e inflação ainda heterogênea. Ainda assim, o quadro geral segue equilibrado.
Preferências e ressalvas
O Itaú (ITUB4) segue como principal destaque, com ROE projetado de 26% e dividend yield estimado em 8%. O Goldman também reforça a confiança no BTG (BPAC11), com ROE acima de 26% e crescimento consistente de receitas.
Além disso, entre os bancos digitais, o Inter (INBR32) aparece como aposta de crescimento, impulsionado pelo consignado privado. Em seguida, o Nubank (ROXO34) mantém recomendação de compra, com expectativa de forte avanço do lucro por ação.
Em contraste, o banco mantém postura mais cautelosa com Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4). O Santander Brasil (SANB11) segue com recomendação de venda, diante de crescimento mais fraco do crédito.