Alerta ligado

Goldman vira a mão no Banco do Brasil (BBAS3) e recomendação de venda derruba ação

Mesmo barata, ação perde apoio diante de risco elevado no crédito rural e pressão no lucro.

Banco do Brasil bb bbas3
Banco do Brasil bb bbas3
  • Banco do Brasil (BBAS3) cai após downgrade do Goldman Sachs
  • Provisões podem chegar a R$ 64 bilhões em 2026
  • Crédito rural pressiona lucro e rentabilidade

O Banco do Brasil (BBAS3) caiu após o Goldman Sachs rebaixar a recomendação para venda.

Por volta das 10h29, as ações recuavam cerca de 2%, refletindo a piora na percepção de risco.

Ação está barata, mas risco preocupa

O banco negocia a apenas 6,3x P/L e 0,6x P/VP para 2026.

Mesmo assim, o Goldman vê mais risco do que potencial de valorização.

Na prática, o desconto não compensa os desafios.

Crédito rural vira foco de tensão

A maior preocupação está na carteira rural.

A inadimplência subiu, especialmente nas linhas de custeio.

Esse segmento já responde por cerca de 60% das provisões.

Provisões devem seguir elevadas

O Goldman projeta R$ 64 bilhões em provisões em 2026.

Nesse sentido, o valor fica acima do teto do guidance do próprio banco.

Desse modo, só no 1T26, a estimativa é de cerca de R$ 19 bilhões.

Lucro deve frustrar expectativas

A projeção de lucro caiu para R$ 21 bilhões em 2026.

Logo, isso representa cerca de 6% abaixo do piso do guidance.

Além disso, estimativas futuras também foram revisadas para baixo.

Rentabilidade continua pressionada

O retorno sobre patrimônio (ROE) deve ficar em 10,7% no ano.

No curto prazo, o indicador ainda deve rodar em níveis baixos.

Por fim, esse cenário limita o apetite dos investidores.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.