
- Goldman elevou preço-alvo de Hapvida (HAPV3) para R$ 12,50
- Banco manteve recomendação neutra para as ações
- Judicialização e consumo de caixa seguem pressionando companhia
A Hapvida (HAPV3) voltou ao radar do mercado após o Goldman Sachs revisar suas projeções para a companhia depois dos resultados do primeiro trimestre de 2026.
Apesar disso, o banco manteve recomendação neutra para as ações da operadora de saúde.
Goldman eleva preço-alvo da Hapvida
O Goldman Sachs elevou o preço-alvo de HAPV3 de R$ 11 para R$ 12,50 por ação.
Mesmo assim, a nova projeção ainda indica potencial limitado frente à cotação atual dos papéis.
Segundo o banco, a melhora recente na sinistralidade trouxe apenas um alívio pontual.
Judicialização segue pressionando
Os analistas alertam que a pressão envolvendo processos judiciais e multas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) continua elevada.
Além disso, as provisões relacionadas a contingências judiciais e sanções regulatórias devem consumir cerca de 3,9% da receita líquida da companhia em 2026.
O banco também destacou que existe um atraso entre notificações da ANS e aplicação efetiva das multas.
Caixa ainda preocupa o mercado
Outro ponto que mantém cautela sobre a tese envolve o fluxo de caixa da empresa.
O Goldman projeta consumo de caixa livre negativo de até R$ 355 milhões ao longo de 2026.
Segundo o relatório, margens ainda pressionadas e despesas financeiras elevadas dificultam uma recuperação mais forte da companhia.
Concorrência aumenta pressão
O banco também destacou avanço competitivo de operadoras como Porto Seguro (PSSA3) e Amil no Sudeste.
Enquanto isso, a Hapvida perdeu cerca de 45 mil usuários no trimestre.
A companhia ainda avalia possível venda de ativos considerados não estratégicos no Sul do país.