
- Hapvida (HAPV3) tem 18% da carteira exposta aos planos individuais
- Reajuste de 5,11% ficou abaixo das expectativas do mercado
- JPMorgan mantém recomendação neutra para HAPV3
A Hapvida (HAPV3) deve ser a empresa mais impactada pelo reajuste de 5,11% aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais e familiares.
Segundo análise do JPMorgan, a operadora possui cerca de 18% da sua carteira concentrada nessa modalidade, a maior exposição entre as empresas listadas do setor.
Reajuste abaixo do esperado preocupa
O banco destaca que o percentual definido pela ANS ficou abaixo da projeção de 7,2% esperada pelos analistas.
Além disso, o índice representa um dos menores reajustes das últimas décadas, refletindo a redução da sinistralidade observada pelo setor nos últimos anos.
Na avaliação do JPMorgan, o cenário limita a capacidade de recomposição de margens das operadoras mais expostas aos planos individuais.
Empresa ainda possui atenuantes
Apesar da pressão, o banco ressalta que parte do impacto pode ser suavizada.
A elevada rotatividade dos contratos e o reajuste praticado em novas vendas ajudam a reduzir os efeitos negativos sobre os resultados da companhia.
Mesmo assim, a Hapvida continua sendo a empresa mais sensível à decisão regulatória entre as operadoras listadas.
Mercado segue cauteloso com a ação
O JPMorgan manteve recomendação neutra para a HAPV3.
As ações acumulam forte desvalorização nos últimos meses, refletindo preocupações com margens, judicialização e competição no setor de saúde suplementar.