
- Taxa de ocupação hospitalar caiu para 73,44% em janeiro de 2026
- Prazo médio de recebimento chegou a 87 dias, pressionando o fluxo de caixa
- Cenário pode favorecer grandes grupos hospitalares como RDOR3
Dados divulgados pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) indicam um início mais fraco para o setor hospitalar em 2026. O levantamento de janeiro mostra sinais de queda na demanda e maior pressão no fluxo de caixa das instituições.
Segundo análise do Santander, os números sugerem que o primeiro trimestre de 2026 pode começar com desempenho mais fraco para parte do setor.
Ocupação de leitos recua no início do ano
A taxa de ocupação hospitalar caiu para 73,44% em janeiro, recuo de 67 pontos-base na comparação anual. O indicador também ficou abaixo da média histórica do período.
Mesmo assim, executivos do setor avaliam que os dados de um único mês não são suficientes para definir tendência. O CEO da Rede D’Or (RDOR3) afirmou recentemente que janeiro e fevereiro mostraram demanda sólida.
Além disso, a margem Ebitda média do setor subiu para 11,41%, indicando melhora da rentabilidade operacional em relação ao ano anterior.
Fluxo de caixa pressiona hospitais menores
Apesar da melhora operacional, os hospitais enfrentam desafios no ciclo financeiro. O prazo médio para recebimento de faturas chegou a 87,1 dias, cerca de 12,5 dias acima da média histórica.
Ao mesmo tempo, o índice de glosas caiu para 1,54% do faturamento, sinalizando leve melhora nas rejeições de pagamentos por operadoras de saúde.
Nesse cenário, analistas acreditam que grupos hospitalares maiores podem ganhar participação de mercado, enquanto instituições menores enfrentam pressões financeiras mais fortes no curto prazo.