Corrida pelo GLP-1

Hypera (HYPE3) pode virar destaque com avanço das canetas emagrecedoras nacionais?

Goldman Sachs vê potencial no mercado de GLP-1, mas impacto relevante no balanço deve aparecer apenas em 2027.

CPaq7I 202003hypera pharma adquire portfolio da takeda
CPaq7I 202003hypera pharma adquire portfolio da takeda
  • Hypera (HYPE3) entrou no radar com avanço das canetas emagrecedoras
  • Goldman vê impacto material nas receitas apenas em 2027
  • Mercado acompanha expansão dos medicamentos GLP-1 no Brasil

A Hypera (HYPE3) voltou ao radar do mercado após a Anvisa aprovar o primeiro medicamento sintético análogo à semaglutida no Brasil, movimento que abriu espaço para farmacêuticas nacionais avançarem no mercado das canetas emagrecedoras.

Apesar disso, o Goldman Sachs ainda mantém recomendação neutra para as ações.

Mercado de GLP-1 entrou em nova fase

A aprovação do medicamento da EMS marcou uma virada importante após a quebra da patente do Ozempic e do Wegovy em março deste ano.

Além disso, a Anvisa ainda avalia outros pedidos ligados ao mercado de GLP-1 no país.

O setor passou a atrair atenção dos investidores por envolver um dos segmentos farmacêuticos que mais crescem globalmente.

Hypera segue entre apostas do mercado

Segundo o Goldman Sachs, a própria Hypera já havia indicado que seu pedido de registro estaria entre os mais avançados na fila da Anvisa.

Enquanto isso, os analistas projetam aprovação do medicamento da companhia apenas no segundo semestre de 2026.

Mesmo com possível chegada às farmácias no fim do ano, o impacto relevante nas receitas deve ocorrer somente em 2027.

Goldman mantém postura cautelosa

O banco manteve recomendação neutra para HYPE3 e preço-alvo de R$ 25 para os próximos 12 meses.

Apesar disso, o mercado vê potencial relevante caso a Hypera consiga executar bem sua entrada no segmento de medicamentos para obesidade e diabetes.

Além disso, o Goldman destacou que um ambiente mais racional no mercado de genéricos poderia favorecer as margens da companhia.

Concorrência segue como principal risco

Por outro lado, os analistas alertam que o aumento da concorrência no setor farmacêutico pode pressionar rentabilidade e limitar ganhos futuros.

O banco também citou riscos envolvendo desaceleração de vendas, pressão tributária e mudanças relacionadas ao JCP e incentivos fiscais.

Mesmo assim, o avanço do mercado de GLP-1 continua sendo acompanhado de perto pelos investidores da Bolsa brasileira.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.