
- Iguatemi (IGTI11) registra lucro recorde de R$ 610 milhões em 2025
- Juros elevados elevaram em 77% as despesas financeiras no 4T
- Estratégia foca em ativos mais rentáveis e reciclagem do portfólio
A Iguatemi (IGTI11) registrou lucro recorde em 2025, impulsionado por vendas mais fortes em seus shoppings e pela reciclagem de ativos no portfólio.
Mesmo assim, os juros elevados pressionaram o resultado do quarto trimestre, aumentando as despesas financeiras e limitando o crescimento do lucro no período.
Shoppings impulsionam vendas e lucro anual
A companhia encerrou 2025 com lucro ajustado de R$ 610 milhões, avanço de 22,4% em relação ao ano anterior e o maior resultado já registrado pela empresa.
Parte do desempenho veio do ganho de capital de R$ 92,2 milhões com a venda de participações no Complexo Market Place e no Galleria Shopping.
Além disso, o portfólio ganhou impulso com a entrada de ativos relevantes como Rio Sul e Pátio Paulista, considerados shoppings mais rentáveis. No quarto trimestre, as vendas totais cresceram 12,8%, somando R$ 7,9 bilhões.
Juros pesam e resultados ficam abaixo do consenso
Apesar do crescimento das vendas, alguns números ficaram abaixo das projeções de mercado. A receita líquida do trimestre foi de R$ 416 milhões, abaixo da expectativa de R$ 454 milhões.
Já o EBITDA subiu 1,7%, para R$ 306 milhões, enquanto o consenso apontava R$ 328 milhões. O lucro líquido trimestral avançou 3%, para R$ 145 milhões, também ligeiramente abaixo da projeção de R$ 152 milhões.
Segundo a companhia, o principal impacto veio do aumento das despesas financeiras, que saltaram 77%, para R$ 161,8 milhões, refletindo o ambiente de juros elevados ao longo de 2025.
Estratégia mira ativos mais rentáveis
Mesmo com pressão financeira, a Iguatemi manteve a alavancagem sob controle, com dívida líquida/EBITDA de 1,68x, abaixo da meta de 2 vezes.
A companhia também ampliou sua participação no Pátio Paulista, investindo R$ 113,4 milhões por mais 4,5% do shopping.
Ao mesmo tempo, a empresa negocia a venda de participações em alguns ativos para o fundo imobiliário XP Malls (XPML11).
Em suma, a estratégia busca trocar participações menores por ativos dominantes e mais rentáveis, reforçando o retorno operacional do portfólio.