
- IPCA subiu 0,88% em março e superou expectativas do mercado
- Combustíveis e alimentos puxaram maior parte da inflação
- Cenário reforça cautela com cortes da Selic nos próximos meses
O IPCA de março subiu 0,88%, acelerando frente aos 0,70% de fevereiro e superando as projeções do mercado.
Com isso, economistas reforçam cautela com novos cortes da Selic, diante de um cenário inflacionário mais pressionado.
Pressão vem de combustíveis e alimentos
A alta da inflação concentrou-se principalmente em transportes e alimentação, responsáveis por cerca de 75% do avanço do índice.
A gasolina subiu 4,59%, maior impacto individual, enquanto o diesel disparou 13,9%, maior alta desde 2002.
Além disso, alimentos como tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e leite (+11,74%) pressionaram o índice.
Guerra e custos ampliam impacto
O encarecimento dos combustíveis está ligado ao cenário global, com a guerra no Oriente Médio elevando custos logísticos.
Isso afeta diretamente o transporte e, consequentemente, o preço dos alimentos.
Mesmo sem reajustes recentes da Petrobras, os preços ao consumidor continuaram subindo.
Banco Central deve agir com cautela
Apesar da pressão, economistas destacam que não há sinais claros de efeitos de segunda ordem.
Por outro lado, o núcleo da inflação segue elevado, com média em 4,8% anualizada, acima do esperado.
Com isso, o Banco Central deve manter postura cautelosa, com possíveis cortes menores na Selic.