
- Margens sobem forte, impulsionadas por cortes de custos e eficiência operacional
- Receita segue em queda, especialmente nos segmentos de ICT e Energia
- INTB3 está barata, segundo Santander, mas recuperação depende da retomada do crescimento
A Intelbras (INTB3) deve entregar um 4T25 marcado por forte expansão de margens, mesmo com queda relevante na receita. O foco maior em eficiência operacional começa a aparecer nos números, mas o mercado segue atento à desaceleração do crescimento.
Segundo estimativas, a empresa deve registrar receita líquida de R$ 1,16 bilhão, queda de 9,5% na comparação anual, mantendo o mesmo ritmo fraco observado no trimestre anterior.
Margens sobem com ajuste de custos
A companhia deve reportar EBITDA de R$ 157 milhões, com margem de 13,4%, avanço de 60 pontos-base em relação ao ano anterior. Esse movimento reflete principalmente redução de despesas operacionais, após cortes de custos implementados no início do trimestre.
Além disso, o lucro líquido projetado é de R$ 155 milhões, crescimento anual de 21,6%, com margem líquida de 13,3%, mostrando melhora clara na rentabilidade mesmo em um cenário de vendas mais fracas.
Segmentos mostram sinais mistos
O segmento de Segurança, principal negócio da Intelbras, deve crescer apenas 4,2% na base anual, abaixo do histórico da companhia. Ainda assim, mantém margem bruta elevada de 33,8%, reforçando sua resiliência operacional.
Já ICT e Energia continuam pressionando o topo da linha. O segmento de Energia deve recuar 39% em receita, refletindo a decisão estratégica de reduzir exposição a grandes projetos solares, apesar da margem bruta resiliente em 25,7%.
Avaliação e visão do mercado
Mesmo com a leitura negativa do trimestre no curto prazo, o mercado já precifica parte da fraqueza operacional. A ação INTB3 negocia a múltiplos atrativos, com P/L estimado de 6,2x para 2026 e dividend yield próximo de 5,8%.
O preço-alvo estimado chega a R$ 18, indicando potencial relevante de valorização, desde que a companhia consiga estabilizar a receita ao longo de 2026.