Salto considerável

Isa Energia (ISAE4) dispara e JPMorgan faz virada dupla que muda o cenário da elétrica

Banco vê assimetria positiva e ação lidera ganhos do Ibovespa.

Isa Energia (ISAE4) dispara e JPMorgan faz virada dupla que muda o cenário da elétrica
  • JPMorgan elevou ISAE4 de venda para compra, com dupla revisão.
  • Regulação, litígios e cortes da Selic podem destravar valor relevante.
  • Ação saltou mais de 5% e liderou os ganhos do Ibovespa.

As ações da ISA Energia (ISAE4) dispararam nesta segunda-feira após o JP Morgan elevar a recomendação de underweight para overweight, em uma dupla revisão positiva. Por volta das 12h08, os papéis subiam 5,23%, a R$ 28,59, liderando os ganhos do Ibovespa, que avançava 1,01%.

Além disso, o banco elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 26,50 para R$ 30, o que implica potencial de retorno total próximo de 20%, considerando dividendos.

Ação ficou para trás e pode destravar valor

Segundo o JPMorgan, a ISAE4 ficou para trás em relação ao setor elétrico, o que cria uma assimetria de risco para cima.

Ainda assim, esse cenário não estaria refletido na taxa interna de retorno real de 9,8%, considerada conservadora pelo banco.

Dessa forma, o JPMorgan identifica três vetores principais de alta, que somam mais de 35% do valor presente líquido (VPL) da companhia.

Regulação, litígios e macro no radar

No campo regulatório, o banco estima cerca de R$ 500 milhões em VPL, ligados a investimentos passados não remunerados adequadamente.

Além disso, há avanço em litígios com o governo de São Paulo, envolvendo custos de fundos de pensão, com potencial de 23% a 33% do VPL.

Por fim, o cenário macro também favorece a tese. Segundo o JPMorgan, cada corte de 100 pontos-base na Selic pode elevar o lucro por ação em 3% entre 2026 e 2027.

A empresa, inclusive, vem alongando a duração do fluxo de caixa, o que aumenta a sensibilidade positiva a juros mais baixos.

Riscos seguem no radar

Apesar da visão construtiva, o banco aponta riscos.

Entre eles, a alavancagem elevada, estimada em cerca de 4 vezes Dívida Líquida/Ebitda.

Por fim, outro risco seria uma possível pressão vendedora da Axia (AXIA3), que detém 21% do capital.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.