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Isa Energia (ISAE4) e Axia (AXIA3) recuam após TRF1 suspender indenização bilionária

Decisão judicial reacendeu temor sobre pagamentos da RBSE e pressionou transmissoras no pregão.

energia marcelo casal
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  • Isa Energia (ISAE4) e Axia Energia (AXIA3) caíram após decisão do TRF1
  • Justiça suspendeu parte de indenização ligada à RBSE
  • Mercado monitora recursos no STJ e STF

A Isa Energia (ISAE4) e Axia (AXIA3) operaram em queda após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspender parte de uma indenização bilionária paga às transmissoras de energia.

A decisão também determinou que valores já recebidos pelas empresas sejam compensados aos consumidores.

Mercado reage a decisão sobre RBSE

O foco da disputa envolve pagamentos relacionados à chamada Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).

Além disso, as ações judiciais questionam indenizações criadas após a renovação antecipada de contratos de transmissão em 2012, durante o governo Dilma Rousseff.

A decisão atingiu principalmente companhias com fluxos bilionários ainda previstos nos próximos anos.

Isa e Axia sentiram impacto

No início do pregão, ISAE4 caía cerca de 1,6%, enquanto AXIA3 recuava aproximadamente 0,4%.

Enquanto isso, TAEE11 operava em alta, mostrando reação mais moderada do mercado em relação à Taesa.

Segundo analistas, o impacto potencial aparece com maior intensidade justamente para empresas mais expostas aos recebimentos da RBSE.

BBI vê mais ruído do que efeito prático

Para o Bradesco BBI, a notícia é marginalmente negativa, mas ainda não altera de forma efetiva as tarifas ligadas à RBSE.

O banco avalia que a decisão beneficia apenas empresas específicas que moveram as ações judiciais, incluindo grandes consumidores industriais e associações do setor elétrico.

Além disso, transmissoras e entidades do setor devem recorrer ao STJ e ao STF para tentar reverter a decisão.

Setor acompanha próximos passos

As companhias também devem pedir suspensão da liminar para evitar impactos no próximo ciclo tarifário.

O caso reacende um tema considerado praticamente encerrado pelo mercado nos últimos anos.

Mesmo assim, analistas ainda enxergam o episódio mais como um ruído regulatório do que uma mudança estrutural relevante para o setor elétrico.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.