
- Itaú BBA corta recomendação da Boa Safra (SOJA3) para neutro
- Margens pressionadas levam banco a adotar cautela no curto prazo
- Foco em eficiência pode destravar valor quando o ciclo melhorar
O Itaú BBA rebaixou a recomendação da Boa Safra (SOJA3) de outperform para market perform, equivalente a neutro, adotando uma postura mais conservadora para o curto prazo.
O banco fixou preço-alvo de R$ 10 e cita um ambiente desafiador no setor de sementes, impactado pelo prolongado período de preços baixos da soja.
Pressão no setor e cautela no curto prazo
Segundo o BBA, a fraqueza nos preços da soja afeta volumes, preços e mix de sementes, pressionando margens ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Como resultado, o banco opta por aguardar uma normalização das margens antes de retomar uma visão mais construtiva no curto prazo.
Além disso, o BBA busca maior visibilidade sobre as ações recentes da Boa Safra para recuperar rentabilidade, o que sustenta a recomendação neutra.
Estimativas mais baixas e valuation
Nas novas projeções, o banco estima queda de 32% no Ebitda em 2026 e de 40% em 2027, refletindo o cenário mais adverso.
Com isso, a Boa Safra (SOJA3) passa a negociar a cerca de 10 vezes P/L para 2026, múltiplo que tende a manter investidores cautelosos.
Portanto, segundo o BBA, a visibilidade deve melhorar apenas por volta do 3º trimestre de 2026, quando o ciclo pode começar a se ajustar.
Foco em eficiência e disciplina
Em reunião com a administração, o banco destacou o foco da companhia em eficiência operacional e disciplina de preços.
Ademais, a estratégia inclui postura mais conservadora na expansão de capacidade e maior rigor na alocação de capital de giro.
Por fim, para o BBA, essa abordagem é adequada enquanto o setor enfrenta um ciclo de curto prazo mais desafiador.