Renda imobiliária

Itaú vê FIIs de papel dominarem 2026 mesmo com corte de juros

Juros ainda elevados sustentam fundos de recebíveis, apesar de riscos pontuais.

Ranking melhores FIIs de Fevereiro de 2020
Ranking melhores FIIs de Fevereiro de 2020
  • Itaú projeta protagonismo dos FIIs de papel em 2026
  • Juros acima de 12% sustentam fundos atrelados ao CDI e IPCA
  • Recomendações vêm acompanhadas de alertas sobre risco e concentração

O Itaú BBA avalia que os fundos imobiliários de papel devem manter protagonismo em 2026, sobretudo quando o foco for geração de renda. A análise ocorre mesmo com a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic.

Segundo o banco, embora os FIIs de tijolo já mostrem recuperação no mercado secundário, o nível ainda elevado dos juros segue favorecendo os fundos de recebíveis.

Juros sustentam a tese

Apesar do alívio nas curvas futuras, o Itaú projeta que a taxa terminal da Selic permaneça acima de 12% ao ano. Esse patamar mantém atrativos os fundos indexados ao CDI.

Além disso, os FIIs atrelados ao IPCA seguem competitivos diante de expectativas de inflação mais estáveis. Assim, o rendimento real continua relevante.

Nesse contexto, os fundos de papel se mostram resilientes em diferentes cenários macroeconômicos.

Preferência estratégica do Itaú

Para o Itaú Asset, essa combinação reforça a atratividade dos FIIs de papel dentro das carteiras.

Atualmente, os ativos financeiros representam cerca de 30% da Carteira Renda com Imóveis.

Além disso, a casa privilegia fundos com diversificação, qualidade de crédito e capacidade de originação. Esses fatores reduzem riscos em ambientes voláteis.

Com isso, o banco mantém uma visão construtiva para o segmento em 2026.

Fundos recomendados e pontos de atenção

Entre os destaques do Itaú estão HGCR11, KNHY11, KNIP11, KNSC11, KNUQ11, MCCI11, RBRR11, RBRY11 e VCJR11, todos com recomendação de compra.

Ainda assim, o banco aponta riscos específicos. No HGCR11, algumas operações têm LTV acima de 70% e garantias em regiões menos líquidas.

Já em fundos como KNHY11, KNUQ11 e RBRY11, a busca por maior retorno implica risco de crédito mais elevado, exigindo monitoramento constante.

Além disso, MCCI11 e RBRR11 apresentam concentração relevante nas principais operações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.