
- Lucro do JP Morgan cai para US$ 13 bi no 4T por efeito do cartão Apple
- Resultado ajustado sobe para US$ 14,7 bi, puxado por trading
- Receita de mercados avança 17%, com forte alta em ações
O JP Morgan registrou queda no lucro do quarto trimestre, impactado por um efeito extraordinário ligado ao acordo do cartão da Apple. O banco apurou US$ 13 bilhões, ou US$ 4,63 por ação, abaixo do resultado anual comparável.
Apesar disso, ao excluir o efeito pontual, o lucro teria avançado para US$ 14,7 bilhões, ou US$ 5,23 por ação. Nesse cenário ajustado, o desempenho foi sustentado principalmente pelo forte resultado em trading.
O que pesou no trimestre
O impacto negativo está ligado ao acordo pelo qual o JP Morgan assumiu a parceria de cartão de crédito da Apple, antes operada por outro banco. A operação exigiu uma provisão relevante para perdas com crédito.
Segundo o JP Morgan, o banco registrou uma provisão de US$ 2,2 bilhões relacionada ao portfólio de cartões. Assim, o ajuste pressionou o lucro contábil do trimestre.
Ainda assim, a administração reforçou que o movimento fortalece a posição estratégica no mercado de cartões, ampliando a presença no varejo financeiro.
Mercados e visão econômica
A receita de mercados do JP Morgan cresceu 17% no trimestre. A área de renda fixa avançou 7%, enquanto o segmento de ações saltou 40%, compensando parte do impacto negativo.
O CEO Jamie Dimon destacou que a economia dos EUA segue resiliente. Segundo ele, apesar de sinais de desaceleração no mercado de trabalho, o consumo permanece firme.
Com isso, o banco avalia que empresas seguem saudáveis. Dessa forma, o JP Morgan mantém uma leitura construtiva para o ambiente econômico, apesar dos ajustes pontuais.